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sexta-feira, 10 de maio de 2019

Série A Corte - Sarah J. Maas

Decidi escrever este post num dia em que estava inspirada e escrevi um monte de resenhas. A verdade é que esta tornou-se uma das minhas séries favoritas da vida e era inadmissível ainda não ter falado dela aqui no blog. O meu problema, e vocês sabem porque já vos falei disso, é que quanto mais gosto de um livro mais difícil é para mim descrever aquilo que senti durante a leitura. Apesar de ser mais fácil para mim escrever do que falar, nem assim consigo descrever a 100% as minhas emoções e explicar-vos o que o livro me transmitiu. Mas decidi pelo menos falar da história num post com resenha geral! Já antes fiz outros do género, como por exemplo aqui da Academia de Vampiros, e quero lembrar que poderá conter spoilers. Como vou falar de todos os livros, vou falar abertamente, então se ainda não tiveram o prazer de ler esta história, saiam daqui!
A nossa protagonista é a Feyre, uma rapariga que vive para a família. Desde que a mãe morreu, ela caça para alimentar o seu pai e as suas duas irmãs, que na cabeça deles ainda vivem nos luxos de outrora, quando o pai ainda era rico. Neste mundo, temos os humanos e os feéricos e um dia, enquanto caçava, Feyre mata um lobo feérico despertando a ira de Tamlin. Este é um Grão-Feérico que vive em Prythian (terra dos feéricos para lá da muralha), que como punição leve Feyre para o seu reino.

Eu fiquei completamente rendida a todos os personagens! Adorei o Lucien super sarcástico, vivi para o Tamlin e amei odiar a Amarantha. Ganhei ainda um ódiozinho de estimação pelo Rhysand, sendo que não percebia o que ele fazia para humilhar a Feyre. Mas voltando à Amarantha, uma das melhores vilãs de sempre! Ela era realmente maquiavélica, segura de si, direta e mesmo má. Adorei!
No primeiro livro existe uma analogia com o conto de A Bela e o Monstro, mas a autora tinha algo mais pensado que surpreendeu a todos. Em Corte de Espinhos e Rosas nós somos completamente arrebatados pelo Tamlin, achamos ele um cavalheiro, morremos de amores, apoiamos o casal... ainda mais depois daquele final desorientador mas... era um relacionamento abusivo. A Sarah J. Maas fez de propósito para que não notássemos! E ele estava lá, escondido por camadas do aparente carinho, amor e proteção, mas no segundo volume percebemos o quanto o Tamlin é possessivo, dominador e abusivo.

Isto serve para nos mostrar como é difícil para alguém que está na relação por vezes perceber que está num relacionamento abusivo e, por vezes, até para as pessoas que estão de fora, porque acham que é amor, que a pessoa está apenas a ser super protetora. Isto livro é maravilhoso, mas quando percebemos que nos apaixonamos pelo Tamlin e o tipo de pessoa que ele é, sendo que tudo esteve às claras o tempo todo, é um tiro. Esta mulher é foda!
O segundo livro é a melhor coisa que foi deitada a este mundo! É quando são feitas todas as revelações, quando levamos um tapa e percebemos tudo aquilo que já vinha sendo construído no livro anterior. Capítulo 55 💙 quem leu vai entender! Para quem não sabe, Corte de Névoa e Fúria também tem uma analogia, mas desta vez com o conto de Hades e Perséfone. 

Quem não conhece a história, google it e percebam como é maravilhoso e como a Sarah J. Maas é realmente poderosa e incrível! Este livro fez com que toda a gente se apaixonasse pelo Rhysand e eu não poderia ser diferente. Eu vivo para este homem e, para mim, ninguém poderá representá-lo a não ser o meu Ian Somerhalder.
Mas como se não bastasse, eu acho que ganhei um crush em todas as pessoas maravilhosas daquele grupinho. O Cassian é super engraçado, o Azriel é sexy e a Amren e a Mor são simplesmente a encarnação do girl power. Já para não falar de Velarys, que é o sítio mais lindo de sempre! Muita gente compara-a a Veneza e agora eu quero visitar esta cidade ainda mais.

Mais uma vez, eu já nem sei mais o que dizer. Este segundo livro marcou-me de uma forma insdiscritível, sendo que o capítulo 55 foi para mim uma morte e uma salvação. Eu não sabia que precisava daquele capítulo até já não ser a mesma depois dele. Como tudo se encaixa, como a autora nos mostra que tudo teve uma explicação, um sentido... e é tudo lindo!
No que diz respeito ao terceiro livro, serviu para intensificar ainda mais os meus sentimentos em relação a tudo, desde os lugares ao personagens. O meu coração partiu-se quando o Rhysand morre e voltou a juntar-se quando ele regressa (sendo que, confesso, que já tinha essa teoria, mas doeu na mesma). Fiquei chateada pela história não ter sido fechada em condições, principalmente para os casais como o Cassian e a Nesta. Sei que há spin-offs, mas a menos que eles estejam amanhã aqui na minha mesa, então não me é suficiente.

Tenho uma imensa pena que nenhuma editora tenha pego nesta trilogia, e penso que tenha sido um erro tremendo. Não sei até que ponto lhes compensaria lançar agora, visto que já passou imenso tempo e a maioria das pessoas leu em inglês, mas foi uma oportunidade desperdiçada. Espero um dia ir ao Brasil e poder trazer o box maravilhoso, para reler e marcar todas as citações e partes favoritas 💛

Tenho apenas a dizer-vos que se nunca leram, dêem uma oportunidade e se já conhecem a autora sabem o quanto ela escreve bem. Eu até agora ainda não consegui terminar Trono de Vidro, porque estava à espera que lançassem em Portugal, mas mais uma vez, desistiram após dois livros lançados. Mas eu realmente amo esta autora!

Vocês já leram
Beijinhos

quinta-feira, 18 de abril de 2019

Seca - Neal Shusterman e Jarrod Shusterman


Título| Seca
Autor| Neal Shusterman e Jarrod Shusterman
Editor| Saída de Emergência
Páginas| 320

Quando vi este livro em pré-venda a capa chamou-me logo a atenção e quando li a sinopse fiquei super curiosa. A Saída de Emergência enviou-me um exemplar e eu não poderia ficar mais feliz, sendo que comecei a lê-lo no dia em que chegou cá a casa, mesmo tendo outras leituras a meio. E que livro minha gente ❤

Este livro, apesar de ser rotulado de thriller, para mim está mais para um distopia e que, infelizmente, poderá não estar assim tão longe de se tornar realidade. "Seca" acontece numa época em que o mundo, devido a problemas ambientais, atravessa um momento de seca. Várias regras foram implementadas como: não regar os jardins, não lavar os carros, não encher piscinas... mais eis que um dia, na Califórnia, as água é totalmente cortada e acontece aquilo a que se chama "O Fechar da Torneira".

Apesar de ao longo do livro, acompanhar-mos alguns pontos de vista diferentes, a nossa protagonista é a Alyssa Morrow, uma miúda normal, com senso crítico e que eu gostei de primeira. O bairro da Alyssa era super tranquilo, mas após a seca tudo muda, virando quase uma zona de guerra onde vizinhos e famílias lutam por um pouco de água. Um dia os pais dela não voltam e ela tem de tomar decisões difíceis para sobreviver e salvar o seu irmãozinho, Garret.

Inicialmente vi imensas divisões neste livro e não estava a compreender, mas após 10 minutos de leitura consegui perceber e achei por bem dar uma ajudinha e explicar, para quando forem ler já terem uma ideia e não ficarem perdidos e assustados como eu.

Então o livro está primeiramente dividido em seis grandes partes, referentes a momentos importantes da história. Os capítulos são divididos por dias e fazem a contagem desde que a água foi cortada, ou seja, o primeiro capítulo é "Dia Um, Sábado, 4 de Junho", que significa o primeiro dia sem água e a data em que isso aconteceu, e por aí vai. Depois dentro de cada capítulo a história é dividida em pontos de vista narrados em 1ª pessoa, sendo que no início apenas nos são revelados os da Alyssa e do Kelton (mas mais para a frente haverão outros). Por fim, para além disto, temos alguns capítulos extra pelo meio, intitulados de "Instantâneo", narrados em terceira pessoa, que nos conta uma pequena história que nos dá um vislumbre sobre a situação noutra parte qualquer do mundo e sobre outras pessoas, o que acaba sempre por se relacionar ao enredo principal. Este tipo de escrita tornou a narração muito rica e embora possa parecer confuso (e peço desculpa a quem achou a explicação desnecessária) é algo que acrescenta muito há história.

E falando da história, que coisa mais maravilhosa. Achei estranho o livro sem tão fininho e pensei que faltariam explicações, mas acreditem que está perfeito assim. Desde o começo que ficamos presos, porque é tudo bem descrito, sem "palha" e a escrita é simples e direta. É ótimo termos vários pontos de vista, pois passando-se num momento difícil é importante vermos como cada personagem lida com os seus demónios interiores e as suas escolhas.

Eu não quero dar spoilers de nada, mas é difícil não me pôr aqui a escrever sobre tudo. Por conta da situação difícil, a protagonista acaba por se juntar a outros elementos formando um grupo e são todos tão maravilhosos. As situações que eles passam são extremamente difíceis e juro que nos fazem refletir sobre o poder da água. Eu dei por mim a ser muito mais poupada no que diz respeito a este elemento e enquanto lia, por vezes, dava-me imensa sede, como se estivesse com medo que, quem sabe, a água por estes lados também acabasse.

Infelizmente isto não é algo tão descabido de acontecer. Talvez não nos próximos anos, mas nunca se sabe! Já deu para ter algumas ideias de sobrevivência hahaha Mas penso que seja importante ler este livro para dar-mos mais importância à água e percebermos como ela é um bem essencial e que pode sim acabar um dia.

Resta-me dizer-vos que leiam! É bem escrito, as personagens são incríveis, é livro único e não é, de todo, um livro grande. Já para não falar que vai ter adaptação cinematográfica, feita pelos próprios autores ❤ Tem tudo para ser bom!

Prevejo ressaca literária para estes lados!
Beijinhos

Um Trono Negro - Kendare Blake


Título| Um Trono Negro
Autor| Kendare Blake
Editor| Porto Editora
Páginas| 368

Não costumo fazer resenha de continuações; normalmente escrevo a resenha do primeiro e depois uma resenha da série completa; mas achei que este livro merecia e eu precisava escrever sobre ele. 

Para quem não conhece a história, têm aqui resenha do primeiro livro - Três Coroas Negras - e não aconselho a ler este post, pois terá spoilers desse mesmo livro. Na verdade este post quase que não é uma resenha, mas sim um desabafo sobre o livro anterior (agora com spoilers) e uma espécie de conversa com quem continua a acompanhar esta história.

Este livro foi incrível! Nem vou falar muito sobre a sinopse, pois é simplesmente uma continuação do livro anterior. O livro acaba com a revelação incrível de que a Arsinoe é envenenadora e eu fiquei abismada. Milhões de pensamentos surgiram na hora: "Mas será que ela e a Katharine foram trocadas?", "Ou será que ambas são envenenadoras?", "Será possível ter duas rainhas com o mesmo dom na mesma geração?"... Fiquei louca para saber as respostas!

Agora também já posso falar da traição do Joseph para com a Jules e não sei o que pensar... O Joseph mostrava amar verdadeiramente a Jules, mas parece que aquilo que ele tem com a Mirabella é quase que uma ligação de almas... Fico sempre a pensar se não terá alguma coisa a ver com o feitiço inacabado que a Arsinoe fez... E embora a Jules seja talvez a minha personagem favorita e eu a queira feliz com o Joseph, fico também com pena da Mirabella, que se meteu lá no meio mas sem ter culpa alguma e também acabou por ter o coração partido.

E falando da nossa querida Katherine! Posso admitir que ela me deu medo neste livro? Ela veio lá do Abismo das Rainhas e veio super estranha, quase que possuída e nós não fazemos a mínima ideia do que aconteceu lá. E ela faz questão de repetir a frase, "Não se pode matar o que já está morto", mas ela está morta? Ela morreu lá e as rainhas ressuscitaram-na? Ela está possuída pelas rainhas? Este livro deixou-me realmente maluca... juro-vos! Tantas teorias!

Arsinoe acabou por virar a minha rainha favorita! Depois de tudo o que lhe aconteceu ela manteve-se forte, destemida e não ligava às aparências. E gostei muito da relação de amizade que ela construiu com o Billy. Neste livro não exploraram muito o que ela é capaz de fazer como envenenadora, mas tenho o pressentimento que ela é bastante forte e quero ver mais nos próximos livros.

Mais uma vez, sobre este livro eu realmente não posso falar muito sem dar spoiler, mas acreditem que é incrível! Mais uma vez a Porto Editora arrasou com a edição e POR FAVOR não abandonem esta série ok? Por enquanto acho que ainda não há previsão de lançamento para o seguinte, mas eu estou ansiosa.

Preciso dos próximos livros!
Beijinhos

quarta-feira, 27 de março de 2019

A Era Do Caos (Parte I) - Ângelo Magalhães


Título| A Era do Caos 
Autor| Ângelo Magalhães
Editor| Chiado Books
Páginas| 584

Hoje trago-vos uma resenha muito especial porque é de um autor português. Quem me conhece sabe que, infelizmente, não dou muita oportunidade aos escritores portugueses, isto porque a maioria se foca em não-ficção, romance e auto-ajuda, que são géneros que embora eu leia, não aprecio assim tanto. Quando fui contactada pelo autor e percebi que se tratava de uma distopia, fiquei logo super curiosa e entusiasmada para ler.

A Era do Caos passa-se em 2030, após a Terceira Guerra Mundial (guerra nuclear) deixar a Terra um autêntico caos. Acompanhámos então a jornada de Ryan em busca do seu pai, pois no dia em que uma bomba atingiu a sua cidade, Dallas, ele descobre que o pai foi raptado e, através de uns ficheiros deixados para trás, percebe que este trabalhava para uma secção secreta do governo. 

Para mim o livro tem muito uma vibe das séries The Walking Dead (apesar de eu nunca ter visto) e The 100 e, na minha opinião, realmente esta história dava muito bem para ser adaptada para a Tv. Aqui não seguimos apenas o "protagonista", mas sim todos os outros personagens. A história é narrada na terceira pessoa e todos os personagens são-nos apresentados com flashbacks que nos levam ao passado ou até pensamentos que nos permitem descobrir mais sobre cada um. 

Para algumas pessoas isto até pode tornar a história massante, mas para mim, que sou extremamente curiosa, foi um "must". Não há nenhuma personagem que eu fique sem saber de onde ela vem ou quais os seus motivos para seguir tal ação. Todos são bens construídos e apegamo-nos até àqueles de quem não é suposto gostar; por isso mesmo eu acho que funcionaria tão bem como uma série.


Há apenas uma coisa que me incomodou na história, que foi o romance. Infelizmente, não fiquei fã nem torci pelo casal, mas quem sabe isso muda na continuação. Com isto, não quer dizer que não goste de ambos os personagens, apenas não torço por eles juntos como um par romântico. 

Falando agora um bocadinho sobre a edição: já se sabe que, infelizmente, a editora Chiado não faz revisão aos livros e, por isso, alguns erros gramaticais e ortográficos e até algumas falta de coerência em algumas partes, tornaram inicialmente a leitura um pouco mais lenta. O formato físico dos livros também não é muito confortável, pois apesar de não chegarem a ser edições de bolso, os livros são mais pequenos do que o normal, o que torna mais desconfortável a ler, principalmente em livros como este, que tem mais de 500 páginas. 

Algo que também torna a leitura mais lenta é o facto de os capítulos serem exageradamente compridos. A maioria tem mais de 30 páginas e isso levava a que eu ficasse frustrada e acabando um capítulo pousava o livro durante bastante tempo. Penso que se fossem bem mais curtos, o engajamento seria maior. Mas é um livro que recomendo a quem gosta de distopias e, principalmente, das séries que mencionei. Fiquei ansiosa pela continuação, para a qual ainda não há previsão de lançamento. Dêem uma oportunidade!

Se já leram, venham conversar 😉
Beijinhos