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domingo, 8 de setembro de 2019

Tag - Relacionamentos Literários

Olá meus amores!
Hoje eu e o meu menino completamos um ano de namoro 💑 e eu estou super feliz! Não poderia pedir melhor companheiro, que atura as minhas atitudes loucas e sonhadoras, respeita-me e ainda entende e apoia o meu amor por livros (se a minha coleção tem crescido é graças a ele, porque eu já não compro livros à imenso tempo #saudadesdinheiro) Então, para deixar a data registada aqui no blog eu escolhi uma tag que vi no canal dos 3dudes, que fala sobre os vários tipos de casais que encontramos nos livros. Espero que vcs gostem 💋

1. Casal Chiclete

Um livro com um romance pegajoso.
Escolho Criaturas Maravilhosas (Kami Garcia e Margaret Stohl) porque apesar de até gostar dos livros, acho o casal chato... Não sei bem porquê, mas eu não consigo gostar realmente de nenhum deles e chega-me a dar nos nervos, porque acho os dois uns pãezinhos sem sal.

2. Casal que se relaciona à distância

Um livro que preferiste ler em e-book.
Apesar de adorar a J.K. Rowling e querer muito ler o discurso dela em Vidas Muito Boas, achei que era um desperdício de dinheiro para um livro tão fininho. Por conta disso, li apenas o e-book e não me arrependi, aliás tive a certeza de que não deveria ter comprado o livro.

3. Casal vai-não-vai

Um livro que estás sempre a tentar ler, mas abandonas...
Eldest (Christopher Paolini) que na verdade é uma releitura. Quando o li pela primeira vez eu amei, mas é um calhamaço tão grande e a edição não é lá muito confortável, que eu acabo por ir adiando, pego e largo, leio e desisto... No entanto, coloquei nas metas de 2019 terminar esta série, sendo que preciso mesmo reler Eldest e Brisingr e depois ler Herança. 

4. Casal ciumento

Um livro com um triângulo amoroso.
Acho que mais de metade dos livros da minha estante têm triângulos amorosos, mas decide-me ir pelo livro mais cliché e com um dos triângulos mais criticado de todos os tempos, Crepúsculo (Stephenie Meyer) 😂 Eu não posso falar muito, porque a verdade é que eu era, e sou, completamente apaixonada por estes livros e personagens.

5. Casal caseiro

Um livro que te fez abandonar os amigos só para acabar de ler.
A trilogia Mara Dyer (Michelle Hodkin) foi uma das minhas favoritas de 2018 e enquanto eu não consegui terminar eu não saía de casa 😂 Eu li os três livros um a seguir ao outro e, principalmente no primeiro, eu não parava porque eu precisava saber o que se estava a passar, o que era verdade e o que não era... #louca

6. Casal das redes sociais

Um livro que recomendas/recomendaste a toda a gente.
Eu não me canso de recomendar Corte de Espinhos e Rosas (Sarah J. Maas), mais precisamente Corte de Névoa e Fúria que tornou-se no meu livro favorito da vida. Na verdade, leiam qualquer coisa, o que quer que seja, da Sarah J. Maas... pode até ser a lista das compras e vocês vão amar.

7. Casal divertido

Um livro que te fez rir.
Fiquei com o teu Número (Sophie Kinsella) é um dos livros mais engraçados que eu já li na minha vida. Eu acho que a autora normalmente cria personagens femininas um bocado burras, que chega a dar vontade de as abanar, mas neste livro acho que ela conseguiu balancear super bem as coisas e é simplesmente hilariante. 

8. Casal baladeiro

Um livro com muita ação.
O primeiro de que me lembrei foi Nerve - Alto Risco (Jeanne Ryan) que apesar de ter uma ótima sinopse e ser cheio de ação, eu acabei por não gostar assim tanto. Existe uma adaptação com várias diferenças que até hoje eu não sei se gostei ou não.

9. Casal melhores amigos

Um livro com um romance leve e fofo.
Geekerela (Ashley Poston) é um retelling da história da Cinderela e não poderia ter um romance mais fofo. Eu realmente torci pelo casal e achei que o enredo fazia sentido como um reconto da história original, mas que era muito atual.

"Viva o amor!"
Beijinhos

sexta-feira, 10 de maio de 2019

Série A Corte - Sarah J. Maas

Decidi escrever este post num dia em que estava inspirada e escrevi um monte de resenhas. A verdade é que esta tornou-se uma das minhas séries favoritas da vida e era inadmissível ainda não ter falado dela aqui no blog. O meu problema, e vocês sabem porque já vos falei disso, é que quanto mais gosto de um livro mais difícil é para mim descrever aquilo que senti durante a leitura. Apesar de ser mais fácil para mim escrever do que falar, nem assim consigo descrever a 100% as minhas emoções e explicar-vos o que o livro me transmitiu. Mas decidi pelo menos falar da história num post com resenha geral! Já antes fiz outros do género, como por exemplo aqui da Academia de Vampiros, e quero lembrar que poderá conter spoilers. Como vou falar de todos os livros, vou falar abertamente, então se ainda não tiveram o prazer de ler esta história, saiam daqui!
A nossa protagonista é a Feyre, uma rapariga que vive para a família. Desde que a mãe morreu, ela caça para alimentar o seu pai e as suas duas irmãs, que na cabeça deles ainda vivem nos luxos de outrora, quando o pai ainda era rico. Neste mundo, temos os humanos e os feéricos e um dia, enquanto caçava, Feyre mata um lobo feérico despertando a ira de Tamlin. Este é um Grão-Feérico que vive em Prythian (terra dos feéricos para lá da muralha), que como punição leve Feyre para o seu reino.

Eu fiquei completamente rendida a todos os personagens! Adorei o Lucien super sarcástico, vivi para o Tamlin e amei odiar a Amarantha. Ganhei ainda um ódiozinho de estimação pelo Rhysand, sendo que não percebia o que ele fazia para humilhar a Feyre. Mas voltando à Amarantha, uma das melhores vilãs de sempre! Ela era realmente maquiavélica, segura de si, direta e mesmo má. Adorei!
No primeiro livro existe uma analogia com o conto de A Bela e o Monstro, mas a autora tinha algo mais pensado que surpreendeu a todos. Em Corte de Espinhos e Rosas nós somos completamente arrebatados pelo Tamlin, achamos ele um cavalheiro, morremos de amores, apoiamos o casal... ainda mais depois daquele final desorientador mas... era um relacionamento abusivo. A Sarah J. Maas fez de propósito para que não notássemos! E ele estava lá, escondido por camadas do aparente carinho, amor e proteção, mas no segundo volume percebemos o quanto o Tamlin é possessivo, dominador e abusivo.

Isto serve para nos mostrar como é difícil para alguém que está na relação por vezes perceber que está num relacionamento abusivo e, por vezes, até para as pessoas que estão de fora, porque acham que é amor, que a pessoa está apenas a ser super protetora. Isto livro é maravilhoso, mas quando percebemos que nos apaixonamos pelo Tamlin e o tipo de pessoa que ele é, sendo que tudo esteve às claras o tempo todo, é um tiro. Esta mulher é foda!
O segundo livro é a melhor coisa que foi deitada a este mundo! É quando são feitas todas as revelações, quando levamos um tapa e percebemos tudo aquilo que já vinha sendo construído no livro anterior. Capítulo 55 💙 quem leu vai entender! Para quem não sabe, Corte de Névoa e Fúria também tem uma analogia, mas desta vez com o conto de Hades e Perséfone. 

Quem não conhece a história, google it e percebam como é maravilhoso e como a Sarah J. Maas é realmente poderosa e incrível! Este livro fez com que toda a gente se apaixonasse pelo Rhysand e eu não poderia ser diferente. Eu vivo para este homem e, para mim, ninguém poderá representá-lo a não ser o meu Ian Somerhalder.
Mas como se não bastasse, eu acho que ganhei um crush em todas as pessoas maravilhosas daquele grupinho. O Cassian é super engraçado, o Azriel é sexy e a Amren e a Mor são simplesmente a encarnação do girl power. Já para não falar de Velarys, que é o sítio mais lindo de sempre! Muita gente compara-a a Veneza e agora eu quero visitar esta cidade ainda mais.

Mais uma vez, eu já nem sei mais o que dizer. Este segundo livro marcou-me de uma forma insdiscritível, sendo que o capítulo 55 foi para mim uma morte e uma salvação. Eu não sabia que precisava daquele capítulo até já não ser a mesma depois dele. Como tudo se encaixa, como a autora nos mostra que tudo teve uma explicação, um sentido... e é tudo lindo!
No que diz respeito ao terceiro livro, serviu para intensificar ainda mais os meus sentimentos em relação a tudo, desde os lugares ao personagens. O meu coração partiu-se quando o Rhysand morre e voltou a juntar-se quando ele regressa (sendo que, confesso, que já tinha essa teoria, mas doeu na mesma). Fiquei chateada pela história não ter sido fechada em condições, principalmente para os casais como o Cassian e a Nesta. Sei que há spin-offs, mas a menos que eles estejam amanhã aqui na minha mesa, então não me é suficiente.

Tenho uma imensa pena que nenhuma editora tenha pego nesta trilogia, e penso que tenha sido um erro tremendo. Não sei até que ponto lhes compensaria lançar agora, visto que já passou imenso tempo e a maioria das pessoas leu em inglês, mas foi uma oportunidade desperdiçada. Espero um dia ir ao Brasil e poder trazer o box maravilhoso, para reler e marcar todas as citações e partes favoritas 💛

Tenho apenas a dizer-vos que se nunca leram, dêem uma oportunidade e se já conhecem a autora sabem o quanto ela escreve bem. Eu até agora ainda não consegui terminar Trono de Vidro, porque estava à espera que lançassem em Portugal, mas mais uma vez, desistiram após dois livros lançados. Mas eu realmente amo esta autora!

Vocês já leram
Beijinhos

quinta-feira, 18 de abril de 2019

Seca - Neal Shusterman e Jarrod Shusterman


Título| Seca
Autor| Neal Shusterman e Jarrod Shusterman
Editor| Saída de Emergência
Páginas| 320

Quando vi este livro em pré-venda a capa chamou-me logo a atenção e quando li a sinopse fiquei super curiosa. A Saída de Emergência enviou-me um exemplar e eu não poderia ficar mais feliz, sendo que comecei a lê-lo no dia em que chegou cá a casa, mesmo tendo outras leituras a meio. E que livro minha gente ❤

Este livro, apesar de ser rotulado de thriller, para mim está mais para um distopia e que, infelizmente, poderá não estar assim tão longe de se tornar realidade. "Seca" acontece numa época em que o mundo, devido a problemas ambientais, atravessa um momento de seca. Várias regras foram implementadas como: não regar os jardins, não lavar os carros, não encher piscinas... mais eis que um dia, na Califórnia, as água é totalmente cortada e acontece aquilo a que se chama "O Fechar da Torneira".

Apesar de ao longo do livro, acompanhar-mos alguns pontos de vista diferentes, a nossa protagonista é a Alyssa Morrow, uma miúda normal, com senso crítico e que eu gostei de primeira. O bairro da Alyssa era super tranquilo, mas após a seca tudo muda, virando quase uma zona de guerra onde vizinhos e famílias lutam por um pouco de água. Um dia os pais dela não voltam e ela tem de tomar decisões difíceis para sobreviver e salvar o seu irmãozinho, Garret.

Inicialmente vi imensas divisões neste livro e não estava a compreender, mas após 10 minutos de leitura consegui perceber e achei por bem dar uma ajudinha e explicar, para quando forem ler já terem uma ideia e não ficarem perdidos e assustados como eu.

Então o livro está primeiramente dividido em seis grandes partes, referentes a momentos importantes da história. Os capítulos são divididos por dias e fazem a contagem desde que a água foi cortada, ou seja, o primeiro capítulo é "Dia Um, Sábado, 4 de Junho", que significa o primeiro dia sem água e a data em que isso aconteceu, e por aí vai. Depois dentro de cada capítulo a história é dividida em pontos de vista narrados em 1ª pessoa, sendo que no início apenas nos são revelados os da Alyssa e do Kelton (mas mais para a frente haverão outros). Por fim, para além disto, temos alguns capítulos extra pelo meio, intitulados de "Instantâneo", narrados em terceira pessoa, que nos conta uma pequena história que nos dá um vislumbre sobre a situação noutra parte qualquer do mundo e sobre outras pessoas, o que acaba sempre por se relacionar ao enredo principal. Este tipo de escrita tornou a narração muito rica e embora possa parecer confuso (e peço desculpa a quem achou a explicação desnecessária) é algo que acrescenta muito há história.

E falando da história, que coisa mais maravilhosa. Achei estranho o livro sem tão fininho e pensei que faltariam explicações, mas acreditem que está perfeito assim. Desde o começo que ficamos presos, porque é tudo bem descrito, sem "palha" e a escrita é simples e direta. É ótimo termos vários pontos de vista, pois passando-se num momento difícil é importante vermos como cada personagem lida com os seus demónios interiores e as suas escolhas.

Eu não quero dar spoilers de nada, mas é difícil não me pôr aqui a escrever sobre tudo. Por conta da situação difícil, a protagonista acaba por se juntar a outros elementos formando um grupo e são todos tão maravilhosos. As situações que eles passam são extremamente difíceis e juro que nos fazem refletir sobre o poder da água. Eu dei por mim a ser muito mais poupada no que diz respeito a este elemento e enquanto lia, por vezes, dava-me imensa sede, como se estivesse com medo que, quem sabe, a água por estes lados também acabasse.

Infelizmente isto não é algo tão descabido de acontecer. Talvez não nos próximos anos, mas nunca se sabe! Já deu para ter algumas ideias de sobrevivência hahaha Mas penso que seja importante ler este livro para dar-mos mais importância à água e percebermos como ela é um bem essencial e que pode sim acabar um dia.

Resta-me dizer-vos que leiam! É bem escrito, as personagens são incríveis, é livro único e não é, de todo, um livro grande. Já para não falar que vai ter adaptação cinematográfica, feita pelos próprios autores ❤ Tem tudo para ser bom!

Prevejo ressaca literária para estes lados!
Beijinhos

Um Trono Negro - Kendare Blake


Título| Um Trono Negro
Autor| Kendare Blake
Editor| Porto Editora
Páginas| 368

Não costumo fazer resenha de continuações; normalmente escrevo a resenha do primeiro e depois uma resenha da série completa; mas achei que este livro merecia e eu precisava escrever sobre ele. 

Para quem não conhece a história, têm aqui resenha do primeiro livro - Três Coroas Negras - e não aconselho a ler este post, pois terá spoilers desse mesmo livro. Na verdade este post quase que não é uma resenha, mas sim um desabafo sobre o livro anterior (agora com spoilers) e uma espécie de conversa com quem continua a acompanhar esta história.

Este livro foi incrível! Nem vou falar muito sobre a sinopse, pois é simplesmente uma continuação do livro anterior. O livro acaba com a revelação incrível de que a Arsinoe é envenenadora e eu fiquei abismada. Milhões de pensamentos surgiram na hora: "Mas será que ela e a Katharine foram trocadas?", "Ou será que ambas são envenenadoras?", "Será possível ter duas rainhas com o mesmo dom na mesma geração?"... Fiquei louca para saber as respostas!

Agora também já posso falar da traição do Joseph para com a Jules e não sei o que pensar... O Joseph mostrava amar verdadeiramente a Jules, mas parece que aquilo que ele tem com a Mirabella é quase que uma ligação de almas... Fico sempre a pensar se não terá alguma coisa a ver com o feitiço inacabado que a Arsinoe fez... E embora a Jules seja talvez a minha personagem favorita e eu a queira feliz com o Joseph, fico também com pena da Mirabella, que se meteu lá no meio mas sem ter culpa alguma e também acabou por ter o coração partido.

E falando da nossa querida Katherine! Posso admitir que ela me deu medo neste livro? Ela veio lá do Abismo das Rainhas e veio super estranha, quase que possuída e nós não fazemos a mínima ideia do que aconteceu lá. E ela faz questão de repetir a frase, "Não se pode matar o que já está morto", mas ela está morta? Ela morreu lá e as rainhas ressuscitaram-na? Ela está possuída pelas rainhas? Este livro deixou-me realmente maluca... juro-vos! Tantas teorias!

Arsinoe acabou por virar a minha rainha favorita! Depois de tudo o que lhe aconteceu ela manteve-se forte, destemida e não ligava às aparências. E gostei muito da relação de amizade que ela construiu com o Billy. Neste livro não exploraram muito o que ela é capaz de fazer como envenenadora, mas tenho o pressentimento que ela é bastante forte e quero ver mais nos próximos livros.

Mais uma vez, sobre este livro eu realmente não posso falar muito sem dar spoiler, mas acreditem que é incrível! Mais uma vez a Porto Editora arrasou com a edição e POR FAVOR não abandonem esta série ok? Por enquanto acho que ainda não há previsão de lançamento para o seguinte, mas eu estou ansiosa.

Preciso dos próximos livros!
Beijinhos

domingo, 3 de março de 2019

[TBR] Março de 2019

Olá meus anjos!
Hoje trago-vos a TBR (To Be Read) do mês de Março e sinceramente não sei o que vou fazer com a minha vida. Apenas li um livro daquilo que tinha programado para Fevereiro (post da TBR) e sendo que este mês começo a trabalhar, o tempo será ainda mais escasso. Mas eu gosto de fazer este tipo de posts, porque dá pelo menos para eu me ir organizando.

Da TBR de Fevereiro vou manter A Ilusão de Merit (Colleen Hoover) que já está em andamento numa leitura conjunta; Vox (Christina Dalcher) que também já comecei e quero mesmo terminar; e A Era do Caos (Ângelo R.T. Magalhães) que já deveria ter lido porque trata-se de um livro de parceria. 

Quero ainda terminar Aprender a A.M.A.R. (Fernando Mesquita) que já me falta pouquinho. Na biblioteca eu requisitei O Sol Também É Uma Estrela (Nicola Yoon) , que estou super curiosa para ler e Mil Vezes Adeus (John Green) para ver se dou uma nova oportunidade a este autor.

Como na maioria dos livros eu já vou a meio, decidi ser ambiciosa e ainda coloquei na lista Redenção Maravilhosa (Kami Garcia e Margaret Stohl) que também já cá estava no mês passado e quero reler Eclipse (Stephenie Meyer) mas desta vez em inglês.

Vou floppar, sim ou com certeza? 😂
Beijinhos

sábado, 2 de fevereiro de 2019

[TBR] - Fevereiro de 2019

Olá meus anjos! Tudo bem com vocês?
Eu nunca fui de fazer uma TBR (To Be Read); sou mais de ir lendo aquilo que me apetece quando me apetece e ser forçada a ler algum livro específico nunca foi algo que resultasse comigo. Mas aqui a menina, este ano, decidiu participar num monte de desafios, grupos e maratonas, portanto, se não me organizar, nunca na vida conseguirei alcançar os meus objetivos. Por isso, decidi-me a fazer uma lista, com a previsão das minhas leituras do mês, sendo que se eu achar que não está a resultar, não tenho qualquer problema em mudá-la por completo. É apenas algo em que me baseio e para me ajudar a focar e organizar!


Vou ler  As Mil Partes do Meu Coração (Collen Hoover) para o grupo da CoHo, no whatsap (em que lemos um livro da autora por mês) e também elimino um romance, que é o género literário escolhido para o grupo no facebook, The Bibliophile Club. Para o grupo de leituras conjuntas, no whatsap, vou ler Você (Caroline Kepnes), o livro que inspirou a série na Netflix, e pretendo arranjar tempo para assistir os episódios logo de seguida. Na lista também entra Vox (Christina Dalcher) que recebi de parceria com a Topseller e também será o livro do mês no grupo Net Book Club, no instagram. 

Escolhi também Redenção Maravilhosa (Kami Garcia & Margaret Stohl), para assim concluir, finalmente, esta série (estou neste momento a terminar Caos Maravilhoso). Pretendo, ainda, ler Anjo Mecânico (Cassandra Clare) pois coloquei como objetivo ler esta trilogia em 2019 (já iniciei a leitura). Por último, e não menos importante, se houver tempo, quero avançar com A Era do Caos - Parte 1: A Submissão dos Inocentes (Ângelo R.T. Magalhães), porque preciso mesmo de avançar com os livros de parcerias.

Já decidiram o que vão ler este mês? 😊
Beijinhos

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

O Ódio que Semeias - Angie Thomas


Título| O Ódio que Semeias
Autor| Angie Thomas
Editor| Editorial Presença
Páginas| 352

Já tinha ouvido falar tanto neste livro, que decidi que deste ano não passava e decidi inseri-lo na lista dos 12 livros que eu precisava ler sem falta em 2019. Decidi lê-lo este mês e não poderia estar mais feliz, porque ele superou todas as minhas expectativas. Se estão à procura de um livro juvenil leve, com certeza este não é o livro indicado!
«Tupac disse que Thug Life, “vida bandida”, queria dizer “The Hate U Give Little Infants Fucks Everybody”, ou “o ódio que você passa pra criancinhas fode com todo o mundo”.»

Starr Carter é a nossa protagonista. Desde muito nova, aprendeu com os pais, como uma pessoa negra se deve comportar em frente à polícia: "seja obediente", "não faça movimentos bruscos", "deixe as mãos visíveis", "só fale se te perguntarem algo"... Mas nada a preparava para o que ia acontecer. Na volta de uma festa que não deu muito certo, Starr e o seu amigo Khalil são parados e o que ela espera é que ele também saiba as regras. Um movimento errado, uma suposição, tiros são disparados e Khalil é morto. Ela é a única testemunha e precisa decidir se está na hora de usar a sua voz, para lutar por justiça e fazer o que é certo.

É um livro com uma história pesada, que nos abre os olhos sobre muitos assuntos. Aqui são retratados os vários bairros onde a venda de drogas é algo natural, assim como a separação dos territórios e os seus chefes (King Lords). Percebemos o quanto o racismo ainda é um assunto atual (infelizmente), que se vai vendo nas pequenas coisas; coisas que por vezes nos parecem inofensivas. Mas será que se em vez de uma pessoa negra, se tratasse de um branco, as decisões seriam as mesmas?

É nisto que este livro nos faz pensar: o quanto a cor, a posição social ou até o bairro onde moramos, pode determinar ou não quem somos. E devemos calar-nos perante as injustiças? Devemos apenas aceitar que alguém seja tratado de forma inferior só tendo em conta a cor da sua pele? Starr decidi que não! Que chegou a altura de falar, de lutar e de fazer as pessoas entenderem. Temos aqui uma protagonista extremamente humana, com os seus medos e defeitos, mas uma guerreira e, acima de tudo, uma menina muito genuína e incrível.

Sobre o livro não quero falar muito mais, para não vos estragar a surpresa. Leiam, reflitam, aprendam... O racismo não é algo do passado! Está presente em pleno século XXI e é preciso lutarmos, para que um dia a cor, a raça, a nacionalidade, a etnia, a religião... não sejam assuntos relevantes entre nós.

Livro x Filme

Antes de mais tenho a dizer que eu amo a Amanda Stenberg, a actriz escolhida para protagonizar Starr e, portanto, já previa um filme incrível, mas não sabia que seria tão perfeito assim. Adorei a escolha de todos os actores escolhidos, sendo que foi uma grande surpresa ver KJ Apa (Archie, em Riverdale) como Chris, porque tinha um certo ódio de estimação por este menino, mas adorei o seu trabalho. É também de salientar os papéis de Regina Hall (Lisa Carter, mãe de Starr) e Russel Hornsby (Maverick Carter, pai de Starr). 

Logo no início percebi que a adaptação estava a ser muito fiel ao livro, mas depois tudo mudou. Vão sentir falta de algumas cenas e, até de alguns personagens (Tchau DeVante), mas todas as mudanças feitas fizeram todo o sentido, incluindo aquelas que foram acrescentadas. Se o livro é emocionante, o filme é devastador! Eu senti-me completamente destruída, sendo que já estava a chorar desde os primeiros 15 minutos. Pelo menos de meia em meia hora, tem algo que nos faz encher os olhos de lágrimas e em muitas das cenas foi mesmo preciso um lencinho e até um copo de água. É real, é duro, é cru...

Como eu disse, a Amanda é incrível e voltou a dar provas disso. As emoções que ela transmite são palpáveis. Existe uma cena (não é propriamente um spoiler, podem ler à vontade), em que ela está irritada e começa a esmurrar o tablier do carro e eu juro-vos que é possível sentir o ódio, a raiva e a sensação de impotência que ela sente. Sem dar spoiler, tenho a dizer-vos que as minhas cenas favoritas não aparecem no livro, sendo uma quando a Starr se irrita (não vou falar mais) e o final que é diferente. As mudanças que fizeram em algumas das minhas cenas favoritas também me surpreenderam... Acho que fizeram um trabalho incrível!

Agora trazendo uma péssima notícia: parece que o filme não vai estrear nos cinemas em Portugal. O motivo eu não sei, mas o filme já saiu em tudo quanto é sítio, mas aqui não há notícia, não há publicidade, não há cartaz... Sendo que eu tinha ouvido que ia sair em Fevereiro, mas agora não vejo nada que comprove isso! Se souberem de alguma coisa informem-me por favor!
"Thug Life"
Beijinhos

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Razões para Viver - Matt Haig


Título| Razões para Viver
Autor| Matt Haig
Editor| Porto Editora
Páginas| 264

"Quando se está deprimido, sentimos que estamos sozinhos e que mais ninguém está a passar exatamente por aquilo que nos está a acontecer. Temos tanto medo de que os outros nos achem loucos que acabamos por interiorizar tudo. Temos tanto medo de que as pessoas nos ostracizem ainda mais, que acabamos por nos fechar numa concha. E não falamos sobre o que se passa connosco, o que é uma pena, pois ajuda se falarmos sobre o assunto."


"A depressão é uma doença tão grave que as pessoas estão a matar-se por causa dela, de uma forma sem paralelo a qualquer outra doença. E mesmo assim, as pessoas continuam a achar que a depressão não é assim tão má."

Matt Haig, 43 anos, autor, gente como a gente, viu o seu mundo desabar aos 24 anos, quando soube pela primeira vez o que era a depressão. Durante muito tempo decidiu não falar sobre isso, mas depois percebeu o quanto era importante que o fizesse, para ajudar outras pessoas e, assim, nasceu "Razões para Viver". Este livro é um misto de auto-ajuda, desenvolvimento pessoal e biografia mas, se usualmente não lêem livros destes géneros, acreditem que vale a pena abrir uma exceção.

No instagram, prometi que quando escrevesse a resenha deste livro que abriria o meu coração para vocês e aqui vai ❤ Olá, sou a Jéssica, estudei psicologia (ainda não sou psicóloga porque não terminei o curso) e sofro de ansiedade, pânico, depressão e fobia social. Isto é para vocês perceberem que doença/perturbação mental não é um bicho de sete cabeças e não é tão raro como algumas pessoas pensam. Afeta homens e mulheres, velhos e novos, ricos e pobres, escritores e até psicólogos... Não é algo de que se deve ter vergonha e deve sempre procurar-se ajuda. É preciso desmistificar aquilo a que se chama a doença mental e não achar que quem sofre disso é porque é louco!

O autor não nos traz apenas mais um livro como os outros, onde nos fala de todos os sintomas e lista do que fazer... Ele conta-nos a sua história, fala o que sentiu e, assim, traz para a luz, um dos grandes problemas do séc.XXI, mas de que as pessoas não falam, porque se envergonham. Ao longo do livro relata-nos vários dos episódios de surto, os pensamentos que lhe assolavam a mente (até os mais negros), lista o que o ajudou e ainda nos dá alguns factos e curiosidades. 

Não é um livro, de todo, cansativo! Nós achamos que estamos numa sala, sentados num confortável sofá, quem sabe a beber uma boa chávena de café ou chá e a conversar com Matt Haig, um velho amigo. Não há tabus, não há "paninhos quentes", não há vergonhas e, acima de tudo, não há mentiras.

Sempre convivi de perto com a depressão! Antes de eu mesma a experienciar, já a minha mãe sofria desse mal e desde pequena que tive de aprender a lidar com vários surtos. É difícil compreender quando não é connosco e acho que só a percebi realmente quando o vivi na pele. Gostaria de ter tido oportunidade de ler este livro nessa altura e, por isso, o aconselho tanto. Acho que o grande problema é que não se fala sobre isso e propagam-se ideias erradas. Lembro-me de ser pequena e alguns dos insultos que as crianças achavam piada usar na minha idade era algo do tipo "És maluco, vai internar-te no manicómio!", "Tu moras é no Magalhães Lemos "... Eu morria de vergonha, sendo que, infelizmente, podia-se dizer que o Magalhães Lemos era um amigo chegado, pelas vezes que já lá tinha ido visitar a minha mãe.

Mas as crianças dizem isso porquê? Porque aprendem isso. Porque vêm isso nos filmes. É preciso ensinar as crianças desde pequenas que a saúde mental é tão importante quanto a do corpo e que é bom fazer terapia, mesmo quando achamos que está tudo bem. É preciso ler sobre isso, informar-se... E acima de tudo, se vocês passam por isso, falem sobre isso, sem vergonha, expliquem, ajudem as pessoas a compreender, em vez de criarem um tabu à volta do assunto.

Quero dar um abraço a todas as pessoas que estão a ler isto e têm algum desses problemas ❤ Afastem-se de pessoas e coisas tóxicas e façam o que vos faz bem, mesmo que sejam pequenas coisas. Vejam um pôr-do-sol, ouçam música, escrevam, leiam um livro...

Espero que tenham gostado da resenha, embora não tenha falado assim tanto do livro, mas espero vos ter passado a mensagem de que realmente precisam de o ler 😂 É um livro fantástico e adorei a escrita do autor. Vocês gostavam de um post só com as citações que eu marquei? Foram várias! Digam-me nos comentários...

"Quais são as tuas razões para viver?"
Beijinhos

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Filhos de Sangue e Osso - Tomi Adeyemi

Título| Filhos de Sangue e Osso
Série| O Legado de Orïsha
Autor| Tomi Adeyemi
Editora| Planeta
Páginas| 480

Segunda leitura do ano, mas eu já coloquei como um dos favoritos, se não "o favorito", de 2019! Um livro que anda nas bocas do mundo, que parece que toda a gente leu e vi muita gente a recebê-lo como prenda de natal 👀 incluindo o meu, que foi prenda do morzinho. Apesar disso, vou confessar, eu estava com as expectativas em baixo. Acontece que eu meio que sou a "ovelha negra dos leitores", entendem? Na maioria das vezes que as pessoas falam muito de um livro e 99% ama, eu estou sempre nos 1% que não gosta (John Green cof cof)... Mas graças aos deuses, não foi isso que aconteceu...


Para quem não conhece a história, Filhos de Sangue e Osso apresenta-nos Orïsha, uma terra onde a magia foi erradicada há 11 anos atrás, pelo rei, que temia esses poderes. A nossa protagonista é a Zélie, uma diviner (diviners são reconhecidos pelo seus cabelos brancos e acabam por se tornar em majis, quando os seus poderes são revelados). Ela carrega um grande ódio no seu coração, pois viu todos os maji, incluindo a sua mãe, serem acorrentados e mortos pelo rei, devido à sua magia. Todos pensam que a magia foi extinta, mas devido a um encontro do destino, Zélie fica a saber que existe uma forma de a trazer de voltar e tudo depende dela.

A partir daqui nós acompanhámos as aventuras, peripécias e confusões desta jornada. Não quero dizer-vos quem são os seus companheiros porque acho que o surpreendente desta história é ir descobrindo essas pequenas coisas. Eu li apenas a sinopse que não nos entrega muito sobre a história e o restante fui lendo e descobrindo, por isso, quero dar-vos também essa oportunidade. Posso só dizer que é um pequeno grupo incrível, que já rivaliza no meu coração, pelo lugar que pertence ao trio "Harry, Ron e Hermione" ❤

Aqui a magia provém dos deuses, envolvendo a mitologia africana. Cada deus concede um tipo de poder diferente, sendo 10 ao todo e, cada um deles, forma um clã de maji diferente. Eu gostei muito da forma como a autora criou o sistema de magia e a sua organização, sendo que no início do livro temos uma espécie de glossários com as explicações dos clãs e dos respetivos deuses e poderes.

É uma história fantástica e com vários plot twist! O mundo foi muito bem criado e as personagens otimamente bem construídas. O facto de se basear na mitologia africana e de todos os personagens serem negros, dá um diferencial que torna tudo ainda mais incrível, dando voz a minorias e trazendo uma crítica social muito forte.

Traz vários outros assuntos muito reais e importantes como as expectativas da família, a escolha sobre quem queremos ser, a amizade e como os amigos podem ser a família que escolhemos, as escolhas difíceis que podem ou não mudar a nossa vida e a dos outros, o amor próprio e o poder de acreditarmos em nós, as aparências e primeiras impressões e o quanto podemos estar errados acerca das pessoas...

Apesar de não querer falar muito sobre os personagens, tenho que mencionar a Amari. A nossa prencesinha que vai crescer tanto e revelar-se uma mulher incrível. É alguém em que se nota o real crescimento ao longo do livro e de quem ficámos imensamente orgulhosos quando ele termina. É uma guerreira e tenho a certeza que ela vai ser ainda mais incrível nos próximos livros.

Os direitos para o cinema já foram adquiridos e eu não poderia estar mais ansiosa. Será o filme com maior percentagem de atores negros até agora, sendo que se estima que 98% do filme, ou até mesmo todo o elenco, será composto por pessoas negras 💪 Já prevejo um elenco foda!

Não posso dizer mais, a não ser que leiam! Juro que vai mudar as vossas vidas! Eu já favoritei, já quero andar com o livro para todo o lado e preciso que a editora lance a continuação, mal ela seja lançada lá fora (que será ainda este ano). Caso já tenham lido e precisem de conversar, porque eu sei que precisam, basta que me chamem nalguma rede social 💙

"Somos todos filhos de sangue e osso"
Beijinhos

segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

12 livros para 2019

Olá meus amores! 
Há sempre um ou outro livro que eu quero muito ler, mas quando chega a hora de escolher a próxima leitura, nunca me lembro deles. Por isso, escolhi 12 livros que quero ler em 2019 (vou tentar inseri-los nas metas que já criei aqui e nos desafios em que me inscrevi aqui). São livros que já me recomendaram, que estão na minha lista há muito tempo ou que quero muito ler e decidi que deste ano não passa. Querem saber quais são? 👀


Estes três livrinhos fazem parte de uma nova série, a DC Iconics, em que as histórias dos super-heróis são contadas por vários novos autores famosos. Eu não me interessei muito quando saiu Batman (Marie Lu) e Mulher-Maravilha (Leigh Bardugo), mas quando soube que Catwoman ia ser escrito pela Sarah J. Maas decidi ler todos. Não sei se as histórias têm relação e se é preciso ler em ordem, mas penso que não.


Dumplin (Julie Murphy) é um livro que já quero ler há bastante tempo, mas agora quero mais ainda porque vai ser lançado o filme este ano, pela netflix. O mesmo acontece com O Ódio que Semeias (Angie Thomas), porque quero mesmo muito ler antes de ver a adaptação. Broken - Despedaçada (Tânia Dias) é de uma autora portuguesa, super fofa, que me desponibilizou o livro para fazer resenha e eu estou ansiosa para ler.


Ganhei Light Years (Kass Morgan) através da caixinha literária do Ouriço Caixeiro e entrou logo para a minha lista. Para quem está a reconhecer o nome da autora, foi ela quem escreveu os livros que inspiraram a série The 100. Filhos de Sangue e Osso (Tomi Adeymi) tem sido dos livros que mais vejo falar no instagram ultimamente e só ouço críticas boas, por isso, pedi como prendinha de Natal e quero muito lê-lo. A Rapariga que Bebeu a Lua (Kelly Barnhill) é um infanto-juvenil, mas teve muito boas críticas e a sinopse interessou-me muito.


Fera (Brie Spangler) já está na minha lista há muito tempo e é agora que finalmente vou ler. É um romance LGBTQ+ inspirado, tal como o título indica, no conto da Bela e o Monstro. Serafina e o Manto Negro (Robert Beatty) é mais um infanto-juvenil que tem sido muito bem comentado e que eu já quero ler desde que saiu. Por último e não menos importante, quero muito ler Os Criadores de Coincidências (Yoav Blum), por influência da menina Nati (@livrosdanati).

E são estes os famosos livrinhos ❤ Já leram algum deles? Deixem a vossa opinião nos comentários e assim ajudam-me a decidir qual ler primeiro ok? Mesmo que não tenham lido nenhum também podem votar naquele que têm mais curiosidade.

#12livrospara2019
Beijinhos