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quinta-feira, 25 de julho de 2019

Raparigas como Nós - Helena Magalhães


Título| Raparigas como Nós
Autor| Helena Magalhães
Editor| Planeta
Páginas| 424

A Planeta Manuscrito mandou-me este livro e eu li logo, mas marcou-me de tal forma que até hoje não consegui escrever a resenha. Na verdade, neste momento apetece-me fechar este bloco de notas e fugir. Não é algo mau... pelo contrário! Mas foi algo que me bateu tão forte, no que diz respeito às emoções que me transmitiu, que se torna mesmo difícil para mim, falar dele.

Para quem não conhece a história, em Raparigas como Nós acompanhamos a Isabel e os seus grandes amores (o amor de verão e o amor da adolescência) e é impossível não ficar-mos rendidos e não nos identificarmos. Quem nunca sofreu de amores? Quem nunca teve um Simão na adolescência? Aquele amor meio platónico, no anda lá - dá cá. Lembrei-me tanto dos meus amores de tempo de escola e o que eu me ri com situações que a Isabel passava e em que eu me via a 100%.

Todas nós tivemos uma Marisa das argolas nas nossas vidas e agora vou confessar-vos algo... Das cenas deste livro, em que eu larguei uma lagrimita sem contar, foram em duas cenas com a Marisa e a Isabel. Não vou dizer quais, para não dar spoiler, mas quem quiser saber e debater, pode deixar um comentário. Só sei que é tão bom a desconstrução de que mulheres têm que ser inimigas e, nessas duas cenas eu só pensava "Yuhooo!!! Girl Power! Boa míudas, que orgulho. Tão lindo!".

É um livro que fala muito mais do que amores e relações. É também sobre drogas, sobre escolhas difíceis, sobre amizade entre mulheres, ... sobre a vida. Faz-nos pensar... e muito! Claro que acabei o livro devastada, desolada e desidratada hahaha Até mandei um vídeo à Helena para ela ver o que me tinha feito. Mas eram lágrimas tão boas! Tenho pena de não conhecer assim tão bem Lisboa e de não conhecer a maioria dos sítios mencionados no livro, mas vou marcar uma viagenzita e quero fazer um percurso com todos os sítios em que o meu coração já deixou um pedaço, sem mesmo lá ter ido.

Eu sou uma Isabel na vida e sempre hei-de ser. Tenho orgulho em ter lido esta história e fazer parte deste grupinho (que já é bem basto... GOOO HELENA) que já leu esta história e é amiga da Isabel. Sou uma Isabel que já encontrou o seu Afonso, mas que já teve o seu Simão. Que tem uma Alice maravilhosa e já encontrou muitas Marisas das Argolas por aí. Sou uma Isabel como vocês, porque ela é uma Rapariga como Nós e todas nós a entendemos e a carregamos aqui dentro 💙

Melhor autora portuguesa ❤
Beijinhos

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Filhos de Sangue e Osso - Tomi Adeyemi

Título| Filhos de Sangue e Osso
Série| O Legado de Orïsha
Autor| Tomi Adeyemi
Editora| Planeta
Páginas| 480

Segunda leitura do ano, mas eu já coloquei como um dos favoritos, se não "o favorito", de 2019! Um livro que anda nas bocas do mundo, que parece que toda a gente leu e vi muita gente a recebê-lo como prenda de natal 👀 incluindo o meu, que foi prenda do morzinho. Apesar disso, vou confessar, eu estava com as expectativas em baixo. Acontece que eu meio que sou a "ovelha negra dos leitores", entendem? Na maioria das vezes que as pessoas falam muito de um livro e 99% ama, eu estou sempre nos 1% que não gosta (John Green cof cof)... Mas graças aos deuses, não foi isso que aconteceu...


Para quem não conhece a história, Filhos de Sangue e Osso apresenta-nos Orïsha, uma terra onde a magia foi erradicada há 11 anos atrás, pelo rei, que temia esses poderes. A nossa protagonista é a Zélie, uma diviner (diviners são reconhecidos pelo seus cabelos brancos e acabam por se tornar em majis, quando os seus poderes são revelados). Ela carrega um grande ódio no seu coração, pois viu todos os maji, incluindo a sua mãe, serem acorrentados e mortos pelo rei, devido à sua magia. Todos pensam que a magia foi extinta, mas devido a um encontro do destino, Zélie fica a saber que existe uma forma de a trazer de voltar e tudo depende dela.

A partir daqui nós acompanhámos as aventuras, peripécias e confusões desta jornada. Não quero dizer-vos quem são os seus companheiros porque acho que o surpreendente desta história é ir descobrindo essas pequenas coisas. Eu li apenas a sinopse que não nos entrega muito sobre a história e o restante fui lendo e descobrindo, por isso, quero dar-vos também essa oportunidade. Posso só dizer que é um pequeno grupo incrível, que já rivaliza no meu coração, pelo lugar que pertence ao trio "Harry, Ron e Hermione" ❤

Aqui a magia provém dos deuses, envolvendo a mitologia africana. Cada deus concede um tipo de poder diferente, sendo 10 ao todo e, cada um deles, forma um clã de maji diferente. Eu gostei muito da forma como a autora criou o sistema de magia e a sua organização, sendo que no início do livro temos uma espécie de glossários com as explicações dos clãs e dos respetivos deuses e poderes.

É uma história fantástica e com vários plot twist! O mundo foi muito bem criado e as personagens otimamente bem construídas. O facto de se basear na mitologia africana e de todos os personagens serem negros, dá um diferencial que torna tudo ainda mais incrível, dando voz a minorias e trazendo uma crítica social muito forte.

Traz vários outros assuntos muito reais e importantes como as expectativas da família, a escolha sobre quem queremos ser, a amizade e como os amigos podem ser a família que escolhemos, as escolhas difíceis que podem ou não mudar a nossa vida e a dos outros, o amor próprio e o poder de acreditarmos em nós, as aparências e primeiras impressões e o quanto podemos estar errados acerca das pessoas...

Apesar de não querer falar muito sobre os personagens, tenho que mencionar a Amari. A nossa prencesinha que vai crescer tanto e revelar-se uma mulher incrível. É alguém em que se nota o real crescimento ao longo do livro e de quem ficámos imensamente orgulhosos quando ele termina. É uma guerreira e tenho a certeza que ela vai ser ainda mais incrível nos próximos livros.

Os direitos para o cinema já foram adquiridos e eu não poderia estar mais ansiosa. Será o filme com maior percentagem de atores negros até agora, sendo que se estima que 98% do filme, ou até mesmo todo o elenco, será composto por pessoas negras 💪 Já prevejo um elenco foda!

Não posso dizer mais, a não ser que leiam! Juro que vai mudar as vossas vidas! Eu já favoritei, já quero andar com o livro para todo o lado e preciso que a editora lance a continuação, mal ela seja lançada lá fora (que será ainda este ano). Caso já tenham lido e precisem de conversar, porque eu sei que precisam, basta que me chamem nalguma rede social 💙

"Somos todos filhos de sangue e osso"
Beijinhos

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

A Rapariga do Calendário (Janeiro, Fevereiro, Março) - Audrey Carlan


Título| A Rapariga do Calendário
Autor| Audrey Carlan
Editora| Planeta
Páginas| 336

Quando soube do lançamento destes livros a temática não chamou muito a minha atenção, afinal são considerados livros eróticos, e tirando Cinquenta Sombras de Grey, nunca me interessei por nenhuma outra história. Mas então foi anunciado que iria ser lançado cá em Portugal, e já era tanta resenha e tanto vídeo a falar sobre a famosa rapariga do calendário que comecei a ficar cada vez mais interessada. Então encontrei os e-books, mas decidi que deixaria para 2017, e leria um por mês certinho. Pois, até seria uma ideia engraçada, se a minha meia-irmã não tivesse comprado o primeiro livro, que cá em Portugal conta com o primeiro trimestre e por causa disso eu não  ter aguentado e... pumba... já li ahahaha

A Rapariga do Calendário é a nossa querida Mia Saunders, que desde nova se viu na obrigação de cuidar da sua irmã mais nova e do seu pai alcoólico. Por conta disso, não é de espantar quando o seu pai se mete em problemas mais uma vez, e é ela que tem que resolver o problema. Desta vez foi algo bem sério: o seu pai endividou-se e os capangas deixaram-no em coma. Agora ela tem um ano para arranjar um milhão de dólares, e por isso, vê como única solução trabalhar como acompanhante de luxo, na empresa da tia. Todos os meses um novo cliente, e novas aventuras!

JANEIRO
Em Janeiro conhecemos o Wes, um surfista e realizador de filmes, que contrata os serviços da Mia para que ela faça de sua namorada e assim as "caçadoras de fortuna" o possam deixar em paz nas conferências de empresa e festas, pelo menos durante aquele mês. O Wes é super charmoso, querido e, claro, lindo e gostoso. Passei o livro inteiro a imaginá-lo como o Chris Hemsworth (quem já leu, concorda com a minha escolha?). É impossível nós não querermos que a Mia fique com ele, mas sabemos que no final ela terá de o deixar e partir, pois só assim conseguirá ajudar o pai.

FEVEREIRO
Cuidado, contem spoilers do mês anterior!
Em Fevereiro ela conhece o Alec, um pintor francês que precisa dela como musa para a sua próxima exposição. Confesso que não morri de amores por ele! O meu lado romântico fez com que eu sentisse que o que ela estava a fazer não era correto e que ela deveria pensar mais no Wes, mas por um lado percebo os sentimentos da Mia, e acho que a maneira dela pensar está correta, e já que "o que tem de ser, tem muita força", mas vale aproveitar os acontecimentos. Gostei dos aprendizados dela, que acabou por partilhar comigo: podemos amar uma pessoa à nossa maneira, no tempo que nos é dado, e depois deixá-la ir, mas um pouco dela será sempre nosso. Também adorei a temática da exposição, e a história que ele conseguia transmitir com a arte. Aqui também tenho que parabenizar a autora, que descreve tudo de forma tão simples, mas eu conseguia imaginar os quadros e sentir tudo aquilo que era suposto eles transmitiram. Ao fim e ao cabo acabei por gostar muito deste mês também, por conta do aprendizado!

MARÇO
Cuidado, contem spoilers dos meses anteriores!
Em Março, a nossa protagonista sente-se mais leve e mais conformada com o trabalho dela, pois o Alec ensinou-a a ver tudo de maneira diferente, mas as saudades do Wes continuam. No entanto, a curiosidade para conhecer o novo cliente aperta e é aí que ela conhece o Tony, pugilista, CEO e dono de uma cadeia de restaurantes italianos famosíssima, e Hector, o seu namorado ahahahaha Pois é, eles são um casal gay, escondido, e por isso, Tony precisa dela, para fingir ser sua noiva e para que a sua querida mãe deixe de o importunar. Mia acaba por se tornar grande amiga do casal e arma-se em fada madrinha ajudando-os a contar ao mundo o que sentem um pelo outro. Adorei, e não digo mais nada eheheehehehe

Adorei o livro e vou confessar que arranjei o e-book do mês de Abril e já li também. Aconselho muito porque traz algumas lições importantes que podemos levar connosco para a vida assim como a Mia leva e pode também servir para nos abrir a mente. Por mais que eu tenha tentado saber cada vez mais sobre o feminismo e tornar-me eu própria uma feminista, ainda há certos paradigmas que para mim são difíceis de ultrapassar. Afinal o corpo é da mulher e ela faz com ele o que quiser não é verdade? Os homens dormem com querem e ninguém os julga então as mulheres deveriam poder fazer o mesmo certo? Mesmo eu respondendo sim a estas duas questões, confesso que ainda me choca um pouco e ainda me debato um pouco comigo mesma acerca do assunto. A própria Mia sente-se culpada por vezes pelo que está a fazer, pensa se será uma p*ta, o que o pai pensaria se soubesse o que ela está a fazer mesmo sendo para o ajudar, se ela tem o direito de se sentir assim...

Agora vamos à parte mais polémica da resenha. O que vocês acham? Vocês acham que a Mia pode ser considerada uma p*ta ou não? A minha opinião é que sim! Acalmem-se. Para mim não tem nada a ver com a quantidade de homens com quem ela dorme. Como eu disse acima, o corpo é da mulher, ela faz o que bem entender, tem direito a dormir com quem quiser assim como os homens fazem. Para mim p*ta é uma mulher que tem sexo e é paga por isso. Embora num momento ela até se tenha sentido revoltada por receber dinheiro por isso, e ter dito que não era pelo dinheiro que ela o fazia, a verdade é que no contrato dizia que ela receberia mais 20% se o fizesse, e ela sabia disso. A única diferença para mim é que ela "escolhia" com quem queria ter sexo ou não, mas recebia na mesma por isso. Têm uma opinião diferente da minha? Exponham, argumentem, desde que seja com educação, respeito e quem sabe até podem mudar o meu ponto de vista.

Decidi colocar este último parágrafo porque foi algo em que pensei durante a leitura, e acho que algumas pessoas também se devem ter debatido acerca do assunto, mas não vi ninguém a falar sobre isso em resenha. Como o blog é um espaço meu, onde é suposto eu ter com quem falar sobre aquilo que realmente penso, achei por bem expôr esta minha opinião, embora possa ser um pouco pesada.


Beijinhos
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sábado, 30 de janeiro de 2016

A Manopla de Cobre - Holly Black & Cassandra Clare


Título| A Manopla de Cobre
Série| Magisterium
Autor| Cassandra Clare & Holly Black
Editora| Planeta
Páginas| 280

Hoje trago-vos a resenha de um livro que me está a deixar numa ressaca literária. Para quem não sabe, A Manopla de Cobre (A Luna de Cobre, no Brasil) pertence à série Magisterium, e eu já resenhei o primeiro, A Prova do Ferro (O Desafio do Ferro, no Brasil). Por isso, se não conhecem a história aconselho-vos a lerem apenas essa resenha, pois esta contém vários spoilers desse primeiro livro.

Fazendo então referência ao livro anterior, o que dizer daquele final? Ainda acho piada as pessoas compararem com Harry Potter, porque esta série é simplesmente sensacional só por si própria. Onde foram as autoras buscar a ideia para colocar o protagonista como o próprio vilão? Eu achei sensacional, e é impossível não desejar uma continuação no momento em que terminamos de ler. Por isso, fiquei super entusiasmada quando soube que ia lançar a continuação, e tal como o anterior, foi o meu querido pai que mo ofereceu, e posso dizer-vos que o devorei em um dia e meio.

Callum vive os dias atormentado com a descoberta de ele ser o próprio inimigo e por isso, começa a catalogar as suas ações (achei imensa piada a isto) e coloca-as na lista do bem, ou do mal, para ver se ele realmente é uma pessoa má ou não. Como se não bastasse, ele vai passar as férias a casa, e repara que o pai desconfia de algo. Tudo desmorona de vez, quando o seu lobo Ruína desaparece, mas ele acaba por o encontrar preso na garagem do pai, juntamente com planos que levam a entender que este já sabe toda a verdade sobre o filho, e pretende destruí-lo.
Call foge para casa de Tamara, onde encontra também o Aron, e regressam juntos ao Magisterium. Lá continuam os seus estudos até que descobrem que os magos andam atrás do pai de Call, pois ele roubou algo muito precioso e pensam que ele pode estar do lado do Inimigo, por isso procuram-no, para o matar. Call e os amigos decidem ir numa missão própria, para encontrar o pai deste, e fazê-lo mudar de ideias antes que os outros magos o apanhem.

Eu não me canso de admirar esta escola, adoro quando as autoras dão mais detalhes sobre como esta funciona ou quando nos fazem descrições de novos locais, e é impossível não ter vontade de ir para lá também. Já para não falar dos personagens que são todos sensacionais. Para além do trio principal, neste livro há outro elemento que se junta ao grupo, Jasper, e vê-se que apesar de tudo ele acaba por formar uma amizade com eles, para além de que ele era muito sarcástico e engraçado, e muitas das risadas que eu dei ao longo deste livro foram por causa dele.

Não posso falar muito mais deste livro sem dar spoilers, acho que até já dei demais ali no início, porque esta história é fantástica por irmos descobrindo tudo aos pouquinhos e, como é óbvio, este final não desapontou nem um bocadinho e preciso da continuação para ontem. Guardem o preconceito numa caixinha, e leiam, porque não é uma cópia de Harry Potter, e é uma série muito boa.

Beijinhos

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

A Prova do Ferro - Holly Black & Cassandra Clare


Título| A Prova do Ferro
Série| Magisterium
Autores| Cassandra Clare & Holly Black
Editora| Editorial Planeta
Páginas| 320

Nunca tinha lido nada da Holly Black, e apesar de ter lido Cidade dos Ossos da Cassandra Clare, mal este livro foi lançado fiquei com muita vontade de ler. Então começaram a sair as resenhas onde diziam que este livro era "uma cópia de Harry Potter" e embora para muitos isso fosse mau, a mim só deu mais curiosidade ainda e o melhor pai do mundo (o meu <3) decidiu oferecer-mo no Natal. Posso dizer-vos desde já que não é nem perto uma cópia do mundo criado pela J. K. Rowling, mas falo sobre isso um pouco mais adiante.

Neste livro o nosso protagonista é o Callum Hunt, um miúdo com um problema grave na perna e que foi criado pelo seu pai que desde cedo lhe ensinou a temer a magia e lhe disse que era ela a culpada pela morte da sua mãe. Assim sendo, quando Call atinge a idade para participar nas provas do Magisterium (escola de magia para quem apresenta algum tipo de poder), ele decidi, pressionado pelo pai, que não passará nas provas. Mas não foi assim tão fácil e sem saber como ele acaba por entrar e por ser escolhido como aprendiz de um dos melhores magos. 

É assim que começa a nossa história, mas tem muitooo mais. As únicas parecenças que encontrei entre esta série e Harry Potter, foi o facto de os protagonistas serem um trio formado por dois rapazes e uma rapariga, e o facto de a narrativa se passar numa escola de magia. De resto, nada a ver. Até o tipo de magia é diferente, pois neste caso tem a ver com os elementos e a força que advém deles. E o nosso trio não poderia ser mais diferente do Harry, do Ron e da Hermione. 

Inicialmente estava com um pouco de preguiça ao avançar na história, mas a culpa não era do livro, mas sim do meu estado de espírito, pois passei por uma fase complicada. Mas a partir do momento em que comecei a ser envolvida pela história, não consegui parar mais. E, enquanto que demorei quase um mês a chegar a meio do livro, a outra metade li toda em apenas um dia. Muito bom mesmo! É daqueles livros que começamos cheios de confiança, pensando que já sabemos como é que vai terminar, por que é meio óbvio e tal e depois... CABUM... vêm as duas autoras rir na nossa cara e trocar-nos as voltas todas e foi ESPETACULAR!!!

Achei incrível a forma como a Holly e a Cassandra conseguiram escrever as duas juntas este livro de uma forma tão coerente e uniforme, pois em nenhum momento dá para ver qual parte foi escrita por quem. Na verdade não sei muito bem como é que isto de escrever um livro em conjunto funciona, mas eu achei que estiveram muito bem. Resta-me incentivar-vos a ler pois com certeza vão gostar, principalmente os fãs de Harry Potter e Percy Jackson, pois acho que o tipo de história acabe por ser parecido, na medida em que é um infanto-juvenil com ação e tal.

Quero muito ler a continuação, e ainda há minutinhos atrás encontrei no face alguém que partilhou a capa do segundo livro, que eu (que nem gosto de capas com ilustração) fiquei a babar <3
Alguém já leu? O que acharam? Alguém que tenha vontade de ler mas estava com o pé atrás? A resenha despertou o vosso interesse?
Beijinhos

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Cinder - Marissa Meyer


Título| Cinder
Série | Crónicas Lunares
Autor| Marissa Meyer
Editora| Planeta
Páginas| 318
Compre na Wook|  17.76

Acreditam que este livro veio comigo para casa por acaso? Sim, ele já estava na minha wishlist, mas no dia que eu o comprei,foi mesmo assim um impulso danado e apenas porque não havia Percy Jackson e o Mar dos Monstros, que era o livro que eu andava à procura. Não me arrependo em nada e estou super grata por esta série ter entrado na minha vida! #dramaqueen

Cinder é a nossa personagem principal, comparada a Cinderela (a história é um retteling deste conto) e ela é na verdade uma cyborg. Cyborgs são pessoas que após terem sofrido um acidente e perdido algum membro, ou parte do corpo, essa mesma parte/membro é substituída por algo electrónico. A nossa protagonista tem então uma perna e uma mão feita de metal e é muito descriminada por isso, pois apesar de em Nova Pequim, local onde ela mora, ser cyborg já não ser propriamente uma novidade, estes são vistos de lado e muita gente já nem sequer os considera humanos.

Cinder vive com a sua madrasta Adri e as suas meia irmãs, após o seu padrasto, que a adotou, morrer sem aparente razão e sem deixar uma explicação do porquê de a ter adotado. Nova Pequim é assolada por uma peste que leva todos aqueles que consegue, pois ainda não foi encontrada uma cura. Uma das suas irmãs é então contaminada e a madrasta decide oferece-la como voluntária para que façam experiências com ela. É graças a isto que ela vai conseguir descobrir muito mais do que esperava sobre sim mesma e o seu passado.

Somos também apresentados ao Príncipe Kaito (nome do meu gato :P) que aviso já que é um amor. O Príncipe Kai atravessa tempos difíceis em que tem de arranjar uma solução para que o mundo não seja controlado pelos lunares e a sua rainha Levana (pois, a Lua é habitável, não é genial? kakaka). Os lunares são seres aparentemente humanos, mas que têm certos poderes extremamente fortes.

Para além dos personagens principais, com os quais acabei por criar uma certa empatia, também acabei por amar os personagens secundários como a Iko, uma andróide super engraçada e desbocada. A verdade é que fiquei completamente mergulhada neste mundo muito bem criado pela Merissa e quero comprar já a continuação. Ainda por cima será lançado ainda este ano o terceiro livro desta quadrologia. Estou muito ansiosa :) Aconselho muito e dou 4,5/5 estrelas*

Beijinhos

Outras capas:

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

A Caminhar para o Desastre - Jamie McGuire


Título| A Caminhar para o Desastre
Autor| Jamie mcGuire
Editora| Planeta
Páginas| 404
Compre na Wook| 15.98€

Que livro maravilhoso! Eu nem sei muito bem o que dizer nesta resenha. Sabem quando lêem o livro que vos transmite tudo de bom, que vos deixa alegres e a sonhar feitos bobos como se o romance fosse com vocês? Acho que já não é novidade para ninguém que o Travis é o meu amor literário <3 a partir do momento em que li Um Desastre Maravilhoso (leiam a resenha).

Mas neste livro, onde é tudo contado pelo ponto de vista do próprio Travis, tudo se tornou ainda melhor. Aqui eu pude confirmar como ele é memso fofo, querido, doidamente apaixonante, engraçado, preocupado e um namorado perfeito e peço desde já desculpa aquelas pessoas que não gostam dele por o acharem doido, maníaco e inconstante, mas pra mim, não há como não amar.

Não há muito que eu possa dizer sobre a história em si, pois é igualzinho ao que lemos no primeiro livro contado pela Abby. Neste temos apenas mais Travis yuhooo e apenas algumas novidades, que são aquelas partes em que o Travis está sem a Abby, ou seja, enquanto que no outro livro sabíamos o que a Abby fazia nesses momentos, agora sabemos o que ele fazia.

 Imagino sempre o meu Travis lindo como o Channing Tatum <3

Para quem acha que não vale a pena ler após já ter lido o primeiro, enganam-se muito e para suscitar ainda mais a curiosidade digo-vos que tem um extrazinho que não tem no outro. É um epílogo que nos oferece um cheirinho do futuro do Travis e da Abby <3 e eu amei.

Não tenho mais palavras no meu pequeno dicionário para vos dizer o quanto este livro é perfeito, apenas posso dizer que vale cada segundo, cada página, cada momentinho partilhado com estes personagens cativantes, desde os protagonistas aos secundários (meus queridos America e Shepley <3).

Boas leituras, Jessie*
Outras capas:

sábado, 14 de setembro de 2013

A Cidade dos Ossos - Cassandra Clare




Série: Caçadores de Sombras (Livro I)
Editora: Planeta
Sinopse:
No Pandemonium, a discoteca da moda de Nova Iorque, Clary segue um rapaz muito giro de cabelo azul até que assiste à sua morte às mãos de três jovens cobertos de estranhas tatuagens. Desde essa noite, o seu destino une-se aos dos três Caçadores de Sombras e, sobretudo, ao de Jace, um rapaz com cara de anjo, mas com tendência a agir como um idiota…


Resenha:
Sim, finalmente eu li, algum dia teria de ser né? :) Toda a gente falava que esta série é maravilhosa e agora que o filme estreou nos cinemas e que eu vi o trailer e apaixonei, disse para mim mesma que teria de ler o livro primeiro.

Tudo começa quando Clary testemunha um assassinato dentro do Pandemónio, a discoteca sensação do momento, mas o que ela vê na verdade é caçadores de sombras a  executar um demônio. Mas Clary é uma adolescente novaiorquina comum, que não acredita em seres de outro mundo, ainda pra mais seres de outro mundo que só ela consegue ver, isso até o dia em que um desses demônios invade a sua casa e ela o consegue matar, não sabendo muito bem como. A partir daí ela vai atrás de Jace, o rapaz que ela viu a matar o demónio no Pandemónio, e é com a ajuda dos caçadores de sombras - Jace, Alec e Isabelle -, e o seu melhor amigo Saimon, que Clary se aventura num mundo totalmente diferente de tudo que ela conhece, para salvar a vida da mãe. Só que ela não contava descobrir que tudo o que sabe sobre a sua vida e a sua família não passavam de informações falsas, criadas pela sua própria mãe para a proteger.

Eu nunca tive muita curiosidade em ler esta série, não sei porquê, o facto também de ser escrito em terceira pessoa... Mas ainda bem que dei uma chance! O facto de não ser contado em primeira pessoa não influencia nda e até acho que se fosse a Clary a contar toda a história o livro tornar-se-ia chato.


Falando das personagens: adorei o Simon, mais até do que posso ter gostado do Jace. O Jace é aquele tipo de rapaz que é bom, sabe que é bom e acha-se a poça de água do deserto, e todo o mistério que ele transpirava acabava por me deixar cansada por vezes. Enquanto que Simon é um fofo, melhor amigo, companheiro... afinal de contas não é todo o rapaz que vai atrás da rapariga que ama, depara-se com vampiros, lobisomens, e etc né?
"- Dares-me metade da tua atenção é melhor do que toda a atenção de outra pessoa qualquer."
Achei super piada também ao feiticeiro homossexual, do qual agora não me recordo o nome porque já li o livro a algum tempo, mas achei-o mesmo engraçado :) E Isabelle embora por vezes fosse um pouco irritante, achei-a uma rapariga daquelas bem poderosas sabem? Por isso também acabei por gostar dela.

Aconselho esta série a quem goste de sobrenatural, pois aqui tem de tudo desde demónios, caçadores de sombras, mutantes, vampiros, lobisomens e até feiticeiros, e também a quem gosta de mistério e de ser surpreendido a cada instante.
"O rapaz nunca mais voltou a chorar e nunca mais se esqueceu do que tinha aprendido: amar é destruir e ser amado é ser-se destruído." 
Comprem: Encontram o livro aqui na Wook por apenas 16,97€.

Love, Jéssica
Outras capas:


sábado, 10 de agosto de 2013

Destinos Interrompidos - Lissa Price




Editora: Planeta
Páginas: 352
Sinopse:
Callie tem dezasseis anos e vive com Tyler, o irmão mais novo, e Michael, um amigo, nos escombros da cidade de Los Angeles. Quando as Guerras dos Esporos rebentaram, matando todos aqueles que tinham mais de vinte anos e menos de sessenta, Callie perdeu os pais. Como muitos outros Iniciantes, teve de aprender a sobreviver, ocupando prédios desabitados, roubando água e alimentos, fugindo aos Inspectores e combatendo os Renegados. Para tirar Tyler das ruas e garantir ao irmão uma vida melhor, Callie só vê uma solução: oferecer a sua juventude à Destinos Primordiais, uma empresa misteriosa que aluga corpos adolescentes aos velhos Terminantes - seniores, com centenas de anos, que querem ser jovens outra vez. Tudo corre como previsto, até o neurochip que lhe colocaram na cabeça avariar. Callie acorda, de súbito, na vida da sua locatária, a viver numa luxuosa mansão, a guiar carros topo de gama e a sair com o neto de um senador. A vida quase parece um conto de fadas, até Callie descobrir que a sua locatária não quer apenas divertir-se e que, no mundo perverso da Destinos Primordiais, a sobrevivência é apenas o começo.


Resenha:

O que me fez querer ler este livro foi o ser uma distopia. Desde que li The Hunger Games que distopias tornou-se um dos meus géneros literários favoritos. E até agora nenhum me desiludiu. Em Destinos Primoridias, a autora leva-nos para um futuro onde todas as pessoas entre os 20 e os 60 anos morreram  quando as bombas de esporos estouraram. Callie Woodland é a nossa protagonista, que sobreviveu, juntamente com o seu irmão Tyler e seu amigo de longa data Michael. 



Eles são orfãos e desabrigados, então passam o tempo a fugir dos Inspetores que os levarão para as temidas Instituições. Callie tem muito medo de ser separada do seu irmão, que tem uma doença grave e rara nos pulmões. Devido a isso, ela desesperada decide  oferecer o seu corpo à Destinos Primordiais, o banco de corpos, em Beverly Hills. É uma empresa secreta que aluga corpos de jovens, aos terminantes (idosos com mais de 100 anos que querem voltar aos seus tempos de glória).



Para ganhar uma fortuna, Callie tem então de se submeter a uma cirurgia onde um micro chip é instalado no seu cérebro, para que os Terminantes possam entrar na sua mente e usufruir do seu corpo e seria como se ela apenas estivesse a dormir. Teoricamente seria fácil, rápido, indolor e ela nunca se lembraria de nada. Mas não é bem assim!



No contrato com a empresa, ela tem de fazer 3 alugueres. Callie faz dois sem qualquer problema, mas a meio do terceiro ela volta repentinamente ao seu corpo e acaba por descobrir que a sua Terminante tinha planos muito obscuros e que a Destinos Primordiais não era bem o que dizia ser. A partir daí a história torna-se muito mais interessante e envolvente. Callie faz-se passar pela sua Terminante para conseguir desvendar todos os seus planos e perceber o que realmente se passa. Contém também uma pitada de romance na medida certa, alguns pequenos enigmas que nos deixam interessados e um final inesperado e que nos deixa a babar por mais e mais.



Eu pensei que seria um livro único, mas enganei-me e parece que a época das sagas veio mesmo pra ficar. Agora estou ansiosa para poder ler o segundo livro e ver como tudo isto se vai resolver. Tive de me controlar bastante para não dar spoiler, por isso leiam. O livro no Brasil tem o nome de Starters.

Alguém por aí já leu? O que acharam? Esperam pela continuação?
 "Teria a Cinderela alguma vez considerado confessar ao seu principe que fizera algo de errado, nessa noite em que so pensara em divertir-se com o seu chique vestido de baile? Ter-lhe-ia passado pela cabeça dizer-lhe: ah, ja agora, principe, a carruagem nao e minha e eu, na verdade, sou uma criadita imunda, de pe descalço, que pediu uma folga? Nao. Ela tinha gozado o seu momento."

Comprem: Encontram o livro aqui na Wook por apenas 14,94€


Love, Jéssica
Outras capas:


terça-feira, 23 de julho de 2013

Um Desastre Maravilhoso - Jamie McGuire


Editora: Planeta
Páginas: 344

Sinopse:

BOA RAPARIGA
Abby Abernathy não bebe, não pragueja e trabalha muito. Abby acredita que está enterrada no nefasto passado, mas, quando entra no colégio, os seus sonhos de ter um novo começo sofrem um desafi o numa noite.
MAU RAPAZ
Travis Maddox, sensual, bem-constituído e coberto de tatuagens é exactamente o que Abby precisa - e quer - evitar. Ele passa as noites a ganhar dinheiro num clube de combate e os dias no conhecido colégio Lothario.
DESASTRE IMINENTE?
Intrigado pela resistência de Abby ao seu charme, Travis entra na sua vida por uma aposta. Se perder, deverá viver em celibato durante um mês. Se Abby perder, terá de viver no apartamento de Travis por um período semelhante.
OU O PRINCÍPIO DE ALGO MARAVILHOSO?
De qualquer maneira Travis não faz a mínima ideia de que encontrou uma parceira de jogo à altura. Ou será o princípio de uma relação obsessiva e intensa que irá conduzi-los a um território inimaginável…
Resenha:
Um dos meus livros favoritos de sempre! Já o li o mês passado e todos os sentimentos ainda continuam aqui num remoinho a fazer-me suspirar sempre que me lembro de toda a história e principalmente dos últimos capítulos.

Desde que li a primeira resenha sobre este livro que eu soube que precisava de o ler. Toda a gente falava do Travis e eu via cada quote mais linda que eu quase morria de ansiedade. Cheguei até a fazer o post com ele no Vem livrinho Vem e alguém comentou que o livro já estava no processo de lançamento e.... morri 1000000 vezes.

O livro conta-nos a história de Abby que na sinopse é-nos apresentada como uma boa rapariga, calma e blá blá blá, nada disso... Logo no início vemos que a Abby é uma rapariga determinada, que sabe bem aquilo que quer e vê-se logo que ela é forte para saber lidar com o Travis. Travis Maddox também é-nos mal apresentado na sinopse. É-nos dito que ele é um bad boy, cheio de tatuagens e que só arranja confusão e não concordo. Sim ele tem tatuagens, mas isso não descreve o caráter de ninguém, e ele é mulherengo mas não é aquele tipo de rapaz convencido e que não liga aos amigos. Ainda por cima é um aluno excelente, tudo nota A. 

Abby devido a um problema no seu passado (que eu nunca pensei que fosse aquilo) decide "fugir" da sua cidade e mudar-se para uma nova universidade com a sua melhor amiga America. É assim que num dia ela acaba por conhecer Travis que é o melhor amigo do namorado da melhor amiga. Tenho a dizer que eu adorei a America. Ela é super engraçada e diz sempre aquilo que pensa.

"-Só pioras as coisas se o afastares. Ele não está habituado a isso.
-Sugeres o quê? Que durma com ele?
-Poupavas tempo."
Primeiramente Abby não suporta o Travis. Acha que o comportamento dele com as raparigas é inaceitável e quer distância. Mas Travis nunca antes foi rejeitado por isso decide fazer uma aposta com ela. Se ela conseguir resistir-lhe ele tem de passar um mês sem sexo, mas se ela ceder tem de viver um mês com ele no seu apartamento. Toda a gente sabe que a Abby perde a aposta (isto não é spoiler). E daí acaba por surgir uma amizade linda e fofa que como é óbvio acaba por se desenvolver em algo mais.

Confesso que não esperava que a história se desenvolvesse do modo como se desenvolveu, mas acabou por se desenrolar tudo de uma forma perfeita. Por isso surpreendeu-me tanto e .... eu apaixonei-me pelo Travis. É, acho que tenho mesmo de confessar! Eu tenho uma queda para bad boys, mas ele é sem dúvida a coisa mais fofinha do mundo inteiro.

 "-Primeiro... eu tenho critérios. Nunca dormi com uma mulher feia. Nunca. Segundo, eu quero ir para a cama contigo. Já pensei em te atirar para o sofá de cinquenta maneiras diferentes, mas não o fiz porque já não te vejo dessa maneira. Não é que não me atraias, acontece é que te acho melhor do que isso."
 “(...) Eu não sabia que estava perdido até me encontrares. Não sabia que estava sozinho até a primeira noite em que passei na minha cama sem ti. Tu és a única coisa certa na minha vida. Tu és o que eu sempre esperei, Pombinha.”

Ele trata-lhe por Pombinha. Ao primeiro achei foleiro, mas afinal ele só lhe chamava aquilo para pegar com ela, por isso entendia-se. Mas acabou por pegar e eu acho que acabou por ser algo fofo entre eles. Li algumas resenhas em que alguns leitores não gostaram do Travis, achavam-no demasiado mimado e infantil mas.... vai do gosto de cada um e de qualquer das  maneira eu acho que toda a gente tem de ler este livro.

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Love, Jéssica
Outras capas:

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Trocada - Amanda Hocking


Série: Trylle
Editora: Edições ASA
Páginas: 272
Sinopse: Aos seis anos Wendy escapa à morte quase por milagre - e quem a tenta matar é a própria mãe, acha que a filha não é sua, mas sim uma intrusa, trocada à nascença no hospital. Onze anos mais tarde, a estranha adolescente, de cabelos negros, começa a suspeitar de que a mãe, se calhar, até tinha razão. Na nova escola, mais uma entre tantas, ela sente-se posta à parte por todos. Menos por Finn Holmes, um rapaz silencioso e sombrio que se limita a olhá-la fixamente - e lhe desperta sentimentos contraditórios, um medo enorme, e uma irresistível atração. Finn é um Achador, que a procura há anos. E agora que a encontrou, quer levá-la para casa, para o reino dos Trylle, onde Wendy vai descobrir o que sempre suspeitou - ela é mesmo diferente, e tem poderes mentais muito mais poderosos do alguma vez imaginara. Primeira romance da Saga Trylle, Trocada é um fenómeno editorial sem precedentes. A autora foi rejeitada por dezenas de editores. Até que um dia decidiu publicar os seus livros sozinha, e vendê-los em sites, para pagar uma viagem a Chicago. O sucesso foi imediato, vendeu mais de dois milhões de exemplares.

Resenha:
Estava cheia de expectativas para este livro! Desde que ele foi lançado que eu decidi que o queria ler e então quando soube que uma amiga minha o tinah pedi logo emprestado e.... desiludi-me.

A história começa com uma analepse (um recuo no tempo) em que nos é relatado o dia em que a suposta mãe da Wendy a tenta matar no dia do seu sexto aniversário, dizendo que ela não é a sua verdadeira filha e quer respostas sobre o paradeiro do seu verdadeiro filho, que ela tem a certeza ser um menino.

Depois disso somos "atirados" para o presente onde temos a visão da nova  e atual vida da Wendy, que vive com o seu irmão Matt e a sua tia Maggie. Logo nas primeiras páginas é-la nos diz que há um rapaz na escola que está sempre a olhar para ela e que é super mesterioso.
Esse rapaz é Finn, que acaba por contar a wendy a sua verdadeira história e revela-lhe que na verdade ela é um troll. Acho que aconteceu tudo muito rápido pois logo nos primeiros capítulos ela é levada para o mundo dos trylle e logo de caras apaixona-se por Finn.

Eu não consegui gostar da Wendy. Enquanto vivia com o irmão e a tia, ela era mesquinha, egoísta, má e o problema é que ela sabe disso mas não faz nada pra mudar. Mas quando chega ao mundo dos trolls muda do 8 para o 80. Passando a ser submissa, calada e nem eu entendi como é que ela aguentava tanto mistério. Ninguém lhe respondia a nenhuma das suas questões, deixando-a sempre na ignorância, e apesar de se mostrar um pouco indignada (sabemos isso porque a história é-nos relatada na 1º pessoa) mesmo assim ela não faz nada para obter as respostas e limita-se a fazer o que todos mandam.

Mas não foi se de Wendy que eu não gostei. Na verdade acho que foram mais os personagens que eu não gostei do que os que gostei. Finn irritava-me ao ponto de me apetecer entrar no livro e dar-lhe uns abanões. Já a mãe da Wendy, a rainha, era de dar em doida! Como é possível não dar qualquer atenção a uma filha que já não vé à tanto tempo e apenas se importar com a herança (depois de lerem vão perceber, não posso dar spoiler)? Ainda por cima é daquelas mulheres super autoritárias, que usa e abusa do poder e apetecia-me esbofeteá-la ou no caso da Wendy, eu pegava na minha escovinha de dentes e vinha-me embora kkkkkkkk

As poucas personagens de quem gostei mesmo foram Tove e Rhys e acabam por ser grandes amigos de Wendy e quem mais a ajuda. Penso que foi o que lhe salvou, pois caso contrário ela sentir-se-ia completamente sozinha e perdida.

Não digo que o livro seja horrível, nada disso! Vale a pena ser lido pois traz-nos uma versão um pouco diferente daquelas histórias místicas que estamos habituados a ler, e eu já ouvi dizer que o próximo livro melhora.

"Um homem louco pensa que sabe tudo. Um homem sabio sabe que nao sabe nada."

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 Love, Jéssica
Outras capas: