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quinta-feira, 5 de março de 2020

Fala-me de Um Dia Perfeito - Jennifer Niven


Título| Fala-me de Um Dia Perfeito
Autor| Jennifer Niven
Editor| Nuvem de Tinta
Páginas| 384

Oi meus anjos!
Terminei este livro há uns dias e publiquei este post no instagram, onde abri o meu coração por completo com vocês e mostro uma pontinha daquilo que a minha ansiedade e depressão me fazem sentir, por vezes... Mas nem tudo é mau ok? Por isso, hoje trago uma resenha completa e ainda uma comparação com o filme.

Para quem não sabe, "Fala-me de Um Dia Perfeito" é o mesmo livro que "Por Lugares Incríveis" no Brasil, que conta-nos a história do Finch e Violet, que se encontram no cimo da torre da escola, quando ambos têm a ideia de se suicidar. #pesado Violet Markey é popular e linda, mas vive atormentada desde o acidente que lhe levou a irmã, que era a sua melhor amiga. Theodore Finch é o estranho da escola, mas o que muitos não sabem é que ele faz de tudo para "se manter acordado", enquanto que a depressão só quer que ele desista de tudo. 

A relação deles começa devagarinho... Algo que me agradou, porque nem tudo é instalove e uma pessoa já não aguenta mais com isso (ok, eu gosto, mas uma pausa às vezes é bom, tá?).  Eles vão-se conhecendo ao longo do trabalho que estão a fazer juntos para a escola, em que têm de visitar alguns lugares do seu Estado e escrever sobre eles e estas eram as partes que mais me entusiasmavam: o lugar para onde eles iam a seguir, porque podia ser desde uma coisa muito básica, mas que eles tornavam mágico juntos, até algo que nos deixa "uou, eu também quero". Deu-me muita vontade de procurar sítios destes na minha cidade! Lugares que nem aparecem nos mapas, mas que são mágicos de alguma forma e que é preciso falar-mos com as pessoas, principalmente as mais velhas, para os encontrar-mos. 
Ao longo do livro, o Finch ajuda muito a Violet a querer voltar a viver, a superar os seus medos, a querer ir mais longe, a revelar-se ao monte de possibilidades que tinha enterradas dentro dela... Ele, por vezes, irrita-me porque é demasiado intenso, explosivo, impulsivo... mas a verdade é que o percebo. E a Violet é incrível e merece tudo, merecia mais e não consigo imaginar toda a dor que ela suportou e a força que ela tem para se manter de pé.

A história é incrível, mas há um grave problema para mim... a forma como é divulgado. Com isto refiro-me ao facto de que ele é mostrado como um romance, uma história linda de amor, pesada e com sofrimento, mas de superação. Talvez o erro seja meu (e corrijam-me se assim o for), mas até mesmo quando o livro ainda não tinha sido lançado em Portugal, era isso que as outras divulgações lá fora e até outras resenhas me mostravam... E ISSO É GRAVE! 

Porquê? Mais uma vez abro o meu coração e esclareço-vos: sofro de depressão e ansiedade, desde bem novinha. Há dias bons e dias maus e dias muito maus, em que tudo para mim funciona como um gatilho para que eu tenha uma crise. Quando vi este livro estava numa das minhas má fases, mas achei "Ora, um bom livro para me mostrar que nem tudo é mau, que é possível sair destes momentos mais escuros e que com o amor tudo se consegue (e graças a Deus eu tenho uma relação maravilhosa)"... Seria lindo se assim fosse, mas não é o que acontece... Não me posso alongar muito sem dar spoiler, mas acho importante as pessoas irem preparadas para o que vão ler. Principalmente, quem sofre de problemas como depressão e ansiedade, precisam ser alertados! 

Concluindo, é uma história pesada, crua, entrelaçada com momentos lindos, esperançosos e que nos fazem querer ver o mundo. Uma narrativa de altos e baixos, assim como a vida, em que temos momentos que não nos fazem mais querer estar aqui e outros que nos mostram as possibilidades que perderíamos se aqui não estivéssemos...

Livro X Filme


Alerto para que quem não quer spoilers de uma coisa ou outra, que não leia esta parte, por isto é mais um desabafo para quem já viu ambos e ficou, tal como eu, revoltada e P da vida...

Vamos começar pelos personagens... Onde está a mãe do Finch, que no filme só aparece no final? No livro ela mostra-nos que muitas das vezes as mães não sabem o que se passa na cabeça dos filhos, que não estão atentas "aos sinais" e aceitam muitos dos comportamentos como "rebeldia" ou até "uma fase". E o pai? E a nova família? Acho que também tem uma carga importante, porque percebemos que o Finch sofreu na infância e que a sua perturbação talvez venha do lado paterno. No filme temos uma conversa dele com a irmã, em que dá a entender isso e que ele acha que não pode mudar, visto que o pai não mudou, mas era preciso mais. O pai abandonou-os e trocou-os por outra família e isso, com certeza, tem um grande impacto na personalidade e sentimentos do Finch, que acha que nunca é o suficiente. E por falar em irmã... onde está a irmã mais nova dele? Para quem só viu o filme, sim, ele tinha duas irmãs. Um dos momentos mais lindos do livro é quando ele e a irmã pegam em livros e recortam TODAS as palavras negativas, deixando só as coisas boas ❤

Falando no que está relacionado com a Violet... Tira-me esses óculos, minha filha! No livro, bem no início, ela usa os óculos da irmã, mesmo não sendo o tipo de graduação que ela precisa, porque faz com que ela se sinta mais próxima; mas logo depois de se começar a relacionar com o Finch, ela devolve os óculos ao quarto da irmã e agradece... Outra cena linda que perdemos! E o que fizeram com a minha Ellen Fanning? A actriz é lindaaaaa... e puseram-na durante o filme inteiro com uma cabelo seboso, com uma cor muito estranha, que num momento está muito branco e noutra cena já está amarelo mijo... Vamos ter cuidado com essas coisas sim? E uma das coisas que cortaram no filme e que eu não perdoo: A SEMENTE! A Violet e a irmã tinham um blog/revista online onde falavam um pouco sobre tudo e depois que a irmã morreu ela não consegue voltar a escrever. Com a ajuda do Finn ela começa a pensar numa nova revista/blog, onde quer falar de muitos mais assuntos importantes e onde junta um grupo de meninas maravilhosas como equipa. É lindo!

Falando sobre mais duas alterações de personagens... Porquê que cagaram completamente para a descrição da Brenda, a amiga do Finch? Ela é gorda, feminista, fala o que pensa, mas ao mesmo tempo gosta do rufia da escola que não a merece. Desenvolvimento super importante e maravilhoso, completamente perdido. E não percebi o porquê de juntarem o Roamer com o Ryan? O Roamer é, tal como mostra no filme, um "bully", arrogante, mas o que é importante e fica de fora, é que ele e o Finch eram melhores amigos. E o Ryan é o "ex" da Violet, que achei até uma pessoa decente, que não sabe como lidar com a nova "Violet", mas que lhe dá espaço, que a respeita e que não é nada como no filme, visto que juntaram a personalidade dele ao Roamer e, como eles são a mesma pessoa, ele tem atitudes super otárias e maxistas.

Tivemos também outras mudanças na narrativa e locais... Por exemplo, logo no início do filme, o Finch vai correr e encontra a Violet no cimo da ponte onde decorreu o acidente, mas no livro eles já lá estão os dois quando reparam um no outro, e é na torre da escola, em que depois todos ficam a pensar que o Finch se ia suicidar e que a Violet foi lá para o ajudar. Também faltaram alguns dos sítios que eles visitaram (onde está as cabanas biblioteca com a senhorinha amorosa???) e mudaram o mais importante... o Buraco Azul, que alteram para um lago no filme. O Buraco Azul é muito importante, porque tem toda uma história e explicação sobre o sítio, que o faz ser tão especial para o Finch. 

O próprio final não é igual, porque a Violet visita todos os sítios que lhe faltavam visitar com o Finch, visto que ele foi deixando pistas, até que ela encontra o Buraco Azul e é muito pesada a cena em que ela tem que reconhecer o corpo dele (percebo o porquê de tirarem esta cena do filme). Quando ela chega à igrejinha é lindooo, mas faltou a carta que o Finch lhe deixou, com uma música escrita para ela e com uma mensagem de fazer chorar.

A verdade é que o filme me fez chorar e o livro não, mas eu acho que era porque na parte final da leitura eu estava apenas em choque, sem saber lidar com o que estava a acontecer, enquanto que no filme eu entreguei-me às minhas emoções. Como podem perceber por tudo o que está escrito acima, eu realmente fiquei muito desiludida com o filme (talvez porque ainda tinha a história muito presente na mente) e sofri um choque com o livro, mas aconselho... apenas vão preparados!

All the Bright Places 🌠
Beijinhos

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020

A Casa com Patas de Galinha - Sophie Anderson


Título| A Casa com Patas de Galinha
Autor| Sophie Anderson
Editor| Minotauro
Páginas| 292

Um livro extraordinário que ultrapassa aquilo que conhecemos como conceito de juvenil. Li primeiro "A Rapariga que Falava com os Ursos" onde as personagens deste livro aparecem, por isso pensei que não aproveitaria tanto esta história, mas a verdade é que nada do que realmente importa nos é contado.

A nossa protagonista é a Marinka, que vive com a avó que é uma Yagga, numa casa com patas de galinha, que se move conforme a sua vontade, sempre para lugares inesperados, desde uma floresta, a uma ilha... podem acordar em qualquer lugar. As Yagga são pessoas que vivem afastadas da sociedade e o seu trabalho é guiar os mortos através do portal. Marinka será a próxima, mas não aceita que esse seja o seu destino... sem convívio com os vivos, sem nunca poder ter um amigo, nem criar raízes em nenhum lugar.

Na primeira parte de "A Casa com Patas de Galinha" temos logo um plot twist que não vi a chegar. Não é que seja descabido, pois tudo se encaixa, mas não é, de todo, esperado. Já reparei que a autora coloca 'cenas' e acontecimentos mais sombrios nos seus livros, que não esperamos neste género literário. Aqui a morte é a base no qual o livro é criado, sendo que tudo é tratado de forma leve e quotidiana, mas que nos faz refletir sobre a vida e no depois desta.

Não esperava, de todo, a maioria dos acontecimentos e fui-me surpreendendo a cada página. Quando achava que tudo era previsível, principalmente o final, a autora troca-me as voltas... e é lindo. Aprendemos tanto sobre a perda, sobre o destino, sobre os sonhos... O companheirismo da Marinka e da casa é algo tão bonito que já quero uma casa com patas de galinha para chamar de minha. A Casa é inteiramente uma personagem, que sem falar nos transmite uma personalidade incrível.

É uma história que recomendo muito e de coração cheio. INÍCIO DE SPOILER: Só não desculpo a Marinka não ter tido tempo de se despedir da avó, mas é isso que nos faz acreditar que ela voltará, até ao último minuto... FIM DE SPOILER. Leiam os livros desta autora ❤ É algo que eu não sabia que precisava na minha vida, mas já quero ler tudo o que esta mulher publica.

Um dia seremos todos guiados por uma Yagga 🎇
Beijinhos



sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

E Se Formos Nós - Adam Silvera e Becky Albertalli


Título| E Se Formos Nós
Autor| Adam Silvera e Becky Albertalli
Editor| Topseller
Páginas| 400

Desde que este livro saiu originalmente que fiquei curiosa, por isso fiquei super entusiasmada quando soube que a Topseller o iria lançar e tive que ler. Fevereiro foi, sem dúvida, a melhor altura para o fazer, pois além de se tratar de um young adult LGBT e estarmos no mês do amor, foi também uma leitura recomendada pela Helena Magalhães no Book Gang e eu nunca tinha conseguido ler uma das recomendações no mês exato.

Neste livro temos o Arthur e o Ben. Eles encontram-se por obra do destino num posto do correio e falam apenas durante breves momentos, mas nunca mais deixam de pensar um no outro. Uma das coisas que gostei deste livro é que fala muito sobre o destino, que é um assunto sobre o qual me debato e suscita imensa curiosidade em mim e acho que o Arthur pensa o mesmo que eu... O destino dá-nos possibilidades, pequenos 'emporrõezinhos'... mas nós temos que ir lá e fazer o resto. Creio que na maioria das vezes que as pessoas culpam 100% o destino é apenas para não se arrependerem de não terem feito algo ou se desculparem por o ter feito.

Confesso que gostei muito mais do Arthur do que do Ben. Super engraçado e carismático e desde o início que lutou para encontrar o Ben, mesmo sabendo que poderia não dar em nada, arregaçou as mangas e foi... O Ben apesar de ser um nerd (que me faz automaticamente gostar das pessoas) teve atitudes que me deixaram de pé atrás. INÍCIO DE SPOILER Como no primeiro encontro, em que decide levar o Arthur a um lugar que o faz lembrar imenso da ex relação e parecia que estava mais empenhado em competir do que realmente divertir-se e conhecer a pessoa que tinha ao lado. O Arthur é realmente bom menino, porque já aí eu tinha lhe dado um chuto no c#. FIM DE SPOILER

Apesar dos entraves iniciais, é óbvio que acabei por torcer imenso por este casal, que me fazia sempre pensar no Eric e no Rahim de Sex Education 😃 Para mim, o Eric era sem dúvida o Arthur, apesar de fisicamente não serem descritos da mesma forma, a essência é absolutamente a mesma. Mas vamos falar do melhor personagem desta história? Dylan! Nossaa, como eu o adoro. É super hilariante, nada discreto mas super sincero, intenso, amigão, apaixonado... Torci mais por ele com a Samantha do que pelo casal principal #sorrynotsorry~


O que me fez gostar tanto deste livro, não foi o romance do Arthur e Ben, mas toda a complexidade das muitas mais relações que nos são apresentadas... Desde os pais do Arthur que atravessam uma fase difícil, os pais do Ben que são adoráveis, relação entre pessoas que eram só amigas e tinham medo de estragar a amizade, relação de pessoas que já foram amigas mas após a relação se afastaram, relação entre amigos que após términos de relacionamentos acabam por escolher um dos lados, relação entre ex namorados que podem ou não ficar amigos...

Por isso é que este livro é lindo e perfeito para ter sido lido no mês de Fevereiro, pois é cheio de todo o tipo de relações 💕 com personagens complexas e com personalidades bem definidas. Que erram, que aprendem e que nos mostram que não existe só um lado, só uma visão, nem só uma forma de se fazer as coisas. A única coisa que mudava neste livro? O final! Não é mau ok? Mas pessoas como eu, que se apegam e se tornam amigos dos personagens, vão sempre querer mais, vão precisar de mais respostas... Mas foi uma boa conclusão!

Primeira resenha de 2020 🎇
Beijinhos

segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

O céu é para quem não desiste de voar - Miguel Ribeiro


Título| O céu é para quem não desiste de voar
Autor| Miguel Ribeiro
Editor| Manuscrito
Páginas| 200

Antes de mais nada preciso de pedir imensa desculpa ao autor Miguel Ribeiro, que me disponibilizou este livro com todo o carinho e que eu demorei imenso tempo a ler. Acontece que não sentia que estava no momento certo e que não o aproveitaria como deve ser se o lesse forçado. Espero que ele me perdoe, mas não me arrependo e agora apôs o ter lido sei com toda a certeza que tomei a decisão certa.

O Céu é para quem não desiste de voar está escrito de uma maneira invulgar. Temos uma história principal que nos leva numa viagem incrível, ao estilo de "O Princepezinho" e pelo meio da história vamos tendo alguns poemas/crónicas. Aqui vem o meu segundo pedido de desculpas ao autor. Sei que se ele escreveu assim é porque achou o mais correto e pretendia que o lêssemos dessa maneira, mas eu não estava a conseguir...

Começava a história e eu gostava, aí parava começava um poema/crónica e eu ficava triste. Apegava-me aos poemas/crónicas e aí parava e começava outra vez a história e eu ficava frustrada. Havia um quebrar na leitura que não me estava a ser confortável. Decidi então ler primeiro a história do menino e só depois os poemas/crónicas e funcionou maravilhosamente para mim.

Assim, foi como se tivesse dois livros em um. Li uma história linda, que me fez pensar muito e que ficará gravada no meu coração e logo depois recomecei o livro como se fosse de poesia e a cada uma ficava mais apaixonada. Às vezes é preciso percebermos o que funciona melhor para nós e não teria tido uma experiência tão boa se não o fizesse desta forma.

A história do menino e da borboleta é simplesmente incrível! Tal como n'O Princepezinho, temos uma história simples, mas que é toda uma metáfora para várias situações de vida. Eu quero falar mais e ao mesmo tempo não quero, porque sinto que devem partir nesta aventura sem saberem nada, para se poderem apaixonar tal como aconteceu comigo. É uma história que pode ser contada aos mais novos, se há medida que formos lendo formos adaptando o vocabulário, visto que o autor utiliza palavras um pouco mais complexas. É uma lição de vida tão linda e que me fez, vez ou outra, ficar com os olhos marejados, já para não falar das saudades que me deu do meu avô.

É um livro mágico, que faz refletir e sonhar, com ilustrações muito fofas ao longo do livro. Acho que também pode ser interessante debater sobre esta narrativa. É daqueles livros que poderia perfeitamente ser, por exemplo, analisado numa aula de portugués, em vez daquelas coisas chatas. Esperemos que um dia percebam que há novos autores portugueses maravilhosos por aí, que apelarão muito mais ao gosto dos jovens de hoje em dia e que motivarão muito mais à leitura.

Obrigada Miguel Ribeiro por esta obra incrível e mais uma vez desculpe por ter demorado tanto tempo a lê-la. Espero por mais histórias maravilhosas que me aqueçam o coração, tal como este.

Nunca desistas de voar ❤
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quarta-feira, 27 de novembro de 2019

Britt-Marie esteve aqui - Fredrick Backman


Título| Britt-Marie esteve aqui
Autor| Fredrick Backman
Editor| Porto Editora
Páginas| 304

Este foi daqueles livros que entrou de mansinho na minha vida, mas fez morada certa no meu coração. Comecei por vê-lo nos stories das outras pessoas, até que decidi pesquisar a sinopse e achei que seria uma boa história para ler naquel momento. Algo mais leve e engraçado do que andava a ler. Quando ele chegou cá a casa pensei "vou ler só o primeiro capítulo, para ver o que acho", mas não consegui parar até terminá-lo.

Britt-Marie é uma mulher séria, à antiga pode-se dizer e com muitas regras que impõe a si própria. Preocupa-se demasiado com o que os outros podem ou não achar e quando descobre que o seu marido a trai, decide dar uma volta à sua vida e arranjar um emprego.

Vamos começar por pôr os pontos nos "is" e concordar que ela é doida hahaha ou pelo menos foi o que pensei várias vezes nos primeiros capítulos. Todas as cenas com a menina do centro de emprego (entendedores entenderão) foram simplesmente hilariantes e todas as "missões de limpeza" davam-me vontade de começar a limpar também hahaha 

É uma história que começa de forma leve, mas que quando percebemos e olhamos bem, está repleto de mensagens. É muito lindo ver como a comunidade se apoia e estão lá uns para os outros. Britt-Marie nunca dependeu dos outros e demorou mas aprendeu que aceitar ajuda não é fraqueza.

Os miúdos acabam por atirar à cara tudo que até nós leitores pensavamos enquanto líamos e é engraçado vê-la a aprender a lidar com as situações. Britt-Marie em Borg aprendeu que o amor próprio é mais importante que qualquer coisa no mundo e que nunca devemos delegar os nossos sonhos para segundo plano.

O final deste livro é arrebatador e confesso que esperava algo cliché que não veio a acontecer (os meus parabéns à autora por isso). Imagino-o perfeitamente como um bom filme que vai arrancar gargalhadas e lágrimas a toda a gente. 

I was here ❤
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quarta-feira, 20 de novembro de 2019

Peripécias do Coração - Julia Quinn


Título| Peripécias do Coração
Série| Os Bridgerton
Autor| Julia Quinn
Editor| ASA
Páginas| 384

E é oficial que estou apaixonada pela família Bridgerton e juntei-me ao grupo que já não consegue esperar mais pela adaptação da netflix. Só peço que seja boa e minimamente fidedigna à história original. 

Mas falando deste livro em particular, vou confessar-vos que tive algumas ressalvas no início. É preciso lembrar que são romances clichés e obviamente já sabemos quem será o casal principal e como tudo se vai desenrolar, por isso, não creio que nada do que eu diga aqui seja spoiler. No entanto, se preferem não saber absolutamente nada desta história, aconselho-vos a ler esta resenha na diagonal.

Aqui vamos ter o romance de Anthony (o Bridgerton mais velho) e Kate Sheffield. Era suposto ele cortejar a Edwina Sheffield, mas já sabemos que ninguém manda no coração e as coisas não correm bem como ele pretendia. Mais uma vez adorei os momentos em família e ri imenso com os irmãos. As personagens femininas são, na sua maioria, fortes, inteligentes e capazes.

O que me fez torcer o nariz é que achei o motivo do casamento muito parecido ao de Daphne e Simon (quem leu ambos acho que sabe ao que me refiro). Também não achei a personalidade do Anthony concordante com o que nos apresentaram ou deram a entender no livro anterior. Mostraram um homem assertivo, direto, estudioso, resmungão e organizado... sendo que aqui parecia muito mais "libertino", sedutor e fanfarrão e não era o que esperava.

Mesmo assim adorei a história e o romance. É inevitável, vou sempre gostar do romance cliché em que os personagens começam por se odiar hahaha acho um 'must' as discussões e ferroadas que dão um ao outro. Acabei também por me render a outra família, as Sheffield, que são mulheres maravilhosas. A Edwina é mais calma e sonhadora que a Kate, mas mostra que também sabe se impôr e falar quando sente necessidade. Já a Mary aqueceu o meu coração ❤ uma madrasta que realmente fez papel de mãe, super amorosa e engraçada.

Já tenho aqui o terceiro livro e vou já começá-lo. Queria só escrever esta resenha primeiro para depois não confundir as histórias. Estou ansiosa por saber como vai ser arrebatado o coração do Benedict (irmão Bridgerton do próximo livro).

Bridgertons ❤
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quarta-feira, 13 de novembro de 2019

Perdida - P.C. Cast e Kristin Cast


Título| Perseguida
Série| Outro Mundo (Spin-off Casa da Noite)
Autor| P.C. Cast e Kristin Cast
Editor| Saída de Emergência
Páginas| 368

E quando tu achas que esta série não vai acabar mais com as tuas emoções... pumba. Foram tantos plot twist que eu nem sei. No livro anterior (resenha aqui) conhecemos o Outro Kevin e eu passei logo a gostar dele. Foi muito bom ver a Zoey a ter finalmente algum contacto feliz com a família (para além da avó, claro). 

Não posso deixar de falar na Afrodite, já que na outra resenha não podia dar spoiler, mas agora posso, face ao livro anterior. Ela é tão incrível e uma personagem tão completa. Passou por tanto e só quem teve uma mãe tóxica e destrutiva como a dela (Hi!), que acaba por afetar todos os aspetos da sua vida é que pode compreender o quanto é difícil viver assim. Mas ela cresceu tanto ao longo da série inteira e tem vindo a crescer ainda mais neste spin-off. Acho um pouco injusto ela ter que dar e dar e sofrer tanto, mas pelo menos tem o Dário.

Neste livro vamos com o Outro Kevin para o Outro Mundo e é tão giro conhecer-mos as nossas personagens de uma perspetiva diferente e revermos alguns que já não estão vivos no mundo original. É de salientar que a avó Redbird é incrível seja qual for o mundo não é verdade? Achei muito boa toda a ideia de uma resistência contra um exército de vampiros vermelhos. Tem toda uma analogia com a opressão, os tiranos, as pessoas que são perseguidas por serem consideradas diferentes e inferiores... É um livro que traz uma mensagem bem forte, apesar de ser num mundo de vampiros.

Confesso que fiquei triste com uma situação e vou apenas dar-vos uma palavra: Heath... Eu adoro o Stark, mas sempre torci pela Zoey e o Heath porque não tem como não amar aquele rapaz. Esperava mais do "encontro" deles e daquilo que iria acontecer, mas perfeito totalmente a decisão das autoras e achei bastante sensato. Para além disso, com toda esta situação, o Stark só provou que realmente é um rapaz às direitas e que merece tudo.

Não sei como falar mais sem dar spoiler. Preciso de alguém que já tinha lido para poder falar abertamente, mas posso incitar-vos a ler, porque vale a pena. Para quem nunca teve contacto com esta série, eu sei que o número de livros pode assustar, mas acreditem piamente que vale cada segundo. É um mundo bem construído, e embora os primeiros livros sejam mais juvenis, há toda uma evolução incrível seja de escrita, de enredo ou de personagens. Espero ansiosamente pelo próximo e que a editora consiga ser tão rápida a lança-lo como foi com este.

Feliz encontro. Feliz despedida. Feliz reencontro ❤
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sexta-feira, 4 de outubro de 2019

Crónica de Paixões & Caprichos - Julia Quinn



Título| Crónicas de Paixões & Carichos
Série| Os Bridgerton
Autor| Julia Quinn
Editor| Edições Asa
Páginas| 368

Romance de época não é, de todo, um estilo que me atraia, mas desde sempre que tive curiosidade em ler algo da Júlia Quinn, uma autora muito enaltecida no que diz respeito a este género literário. Eis que sai a notícia de que a série "Os Bridgerton" vai ser adaptada para série pela netflix e a minha curiosidade só aumentou. Como se não bastasse, comecei a ver o instagram ser bombardeado com memes e cenas dos livros, muitos deles hilariantes que só me deram ainda mais vontade de ler... e, por isso, lá fui eu...

Aqui temos a história de Daphne Bridgerton (na medida em que cada livro acompanha um dos irmãos) e Simon Basset. Daphne é atormentada pela mãe e pela sociedade para arranjar um noivo, mas a jovem pretende casar por amor... Já Simon, um atraente duque solteiro, está de volta a Inglaterra e não sabe o que o espera por parte das mães casamenteiras e da suas filhas. Após se conhecerem num baile, surge a ideia de forjarem um noivado, para que Daphne passe a ser cobiçada e Simon pare de ser atormentado. 

A história é cliché? É básica? É previsível? É sim senhora, mas percebi o dom da autora. Mais do que escrever histórias, Julia Quinn tem o dom de criar personagens incríveis. Sabem aquele grupo de amigos que vocês têm, que passam horas a conversar sobre tudo e nada, por vezes coisas sem importância, mas poderiam ficar ali a noite toda a ouvir? É assim a família Bridgerton. São divertidos, carismáticos, adoráveis, boas pessoas, uma família unida... e o que falar do humor? Todos têm um humor negro e sarcástico simplesmente apaixonante.

Comecemos pela mãe desta família, a Violet Bridgerton. Pela sinopse esperava aquele tipo de mãe chata, que só quer que os filhos arranjem bons partidos e que, por vezes, são até cruéis... mas nada disso. Que mulher inteligente, amável, perspicaz e força da natureza. Ri tanto em muitas cenas com ela que nem sei! Passando logo para os irmãos de Daphne, principalmente Anthony, Benedict e Colin, meus amigos, quero estes aqui como irmãos mais velhos ou primos hahahaha mas que personagens. Já me vejo ansiosa pelos próximos livros para conhecer as histórias deles.

Chegando agora aos nossos protagonistas, Daphne é uma jovem muito inteligente e "avançada" para a sua época. Alegrou-me não encontrar aquela típica personagem que também é contra tudo e revolucionária, que não quer casar ou que chega a ser mal educada... não não... Daphne quer casar, quer tudo a que tem direito, mas não tem medo de falar o que pensa e tem um gancho de direita bem forte hahaha Afinal com tantos irmãos mais velhos, uma pessoa tem de aprender alguma coisa não é?

Achei o amor que ela nutria pelo Simon muito repentino, mas acreditei sabem? Afinal é uma jovem sonhadora. E o que dizer do nosso querido duque? Conforme ia lendo não sabia muito bem o que achar dele. Sabemos que Simon teve uma infância difícil, o que o levou a tornar-se um libertino, mas percebemos que ali há algo mais e eu adorava as conversas/discussões entre ele e a Daphne. É claro que acabei por torcer por eles e muito e achei a história muito fofa.

Como já mencionei, não esperem algo completamente diferente do que leram até agora, mas o bom aqui são os personagens e os diálogos. Quero ler a série inteira e estou muito curiosa com a adaptação.

Ai família Bridgerton ❤
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quinta-feira, 3 de outubro de 2019

Daugther of Smoke and Bones - Laini Taylor


Não queria despedir-me desta história, mas tenho de o fazer. Li os três livros em menos de uma semana e é-me impossível largar estes personagens e esta história. Para ser sincera... terminei o último livro há mais ao menos 5 minutos e senti que tinha que escrever, no entanto, não me é possível fazer uma resenha correta e linear, pois tudo o que tenho dentro de mim são sentimentos conturbados.

Começo por salientar que é triste que cá em portugal esta história não tenha o devido reconhecimento, talvez devido à tradução dos títulos, o que faz com que muita gente não saiba que se trata da aclamada trilogia "Daugther of Smoke and Bones (Feita de Fumaça e Osso, no  Brasil), mas, no que depender de mim, mais pessoas terão conhecimento dela.

Laini Taylor criou um mundo incrível, bem estruturado, que embora se trate de fantasia revela tanto sobre o mundo em que hoje vivemos: opressão às minorias e ao que é diferente, preconceito ao desconhecido, futilidades baseadas em aspeto físico... As personagens são todas bem desenvolvidas e com personalidades muito fortes. São seres que acreditamos que, talvez, numa realidade paralela, ou, tal como é referido, noutras camadas do universo, sejam reais.

Comecei esta trilogia sem expectatitvas e confesso que não me prendeu de logo início. Eu, que preciso sempre de um pouquinho de romance para me ver presa à história, achei que se tratava de um instalove, que me fez torcer o nariz, mas que se mostrou ser muito mais que isso. Akiva e Karou são duas almas gémeas, no verdadeiro sentido da expressão e não me refiro a algo feito ou construído, mas algo que se nota, que se percebe e que se vê desabrochar. 

Adorei as quimeras e sem dúvida que as minhas favoritas foram o Ziri e a Issa. O que o meu coração sofreu pelo Ziri, mas ainda bem que teve um final digno e feliz e não posso dizer que não torci por aquele romance. No que diz respeito aos anjos, claro que a Liraz é uma força da natureza, o verdadeiro significado de girl power, mas, por vezes, tão vazia que só dava vontade de abraçar e mostrar-lhe o que o mundo era mais que guerra e morte e como podia ser a felicidade. Mas todo o meu amor vai para a Zuzana, neck-neck lindo da minha vida, bailarina de metro e meia que mostra que a força está totalmente na personalidade. O que eu me ri com ela e com o Mik. Para mim são o grande casal desta história e se já não tivesse um amor como eles (momento para "ooowwwnnn") era agora que o desejaria.

O final deste enredo ficou um pouco confuso para mim e, se pudesse escolher, não colocaria tanto sofrimento para os nossos protagonistas, porque para mim é um meio final feliz, mas percebo as decisões da autora e tudo o que foi decidido só engrandeceu a narrativa. Finalmente posso dizer que li um bom livro com anjos e que na verdade se tornou um favorito. Recomendo mais que tudo e, caso já tenham lido, por favor falem comigo.

"Alguns e depois mais" ❤
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segunda-feira, 30 de setembro de 2019

Lá, Onde o Vento Chora - Delia Owens



Título| Lá, Onde o Vento Chora
Autor| Delia Owens
Editor| Porto Editora
Páginas| 392

Não sei nem por onde começar... Um livro que deu que falar desde que saiu, mas que me deixou sempre de pé atrás. Faz tempo que não lia um livro deste género, visto que vivo apaixonada pelas distopias e fantasias, mas faltava esta leitura na minha vida e eu nem sabia.

Aqui temos a história da Kya, uma menina de 6 anos que vê todos os elementos da família a abandoná-la até dar por si totalmente só. Assim, ela aprende, tão nova, a ser autossuficiente e independente e vive sozinha no pantanal. Isolada, fugidia e solitária, Kya torna-se um alvo para a cidade, que acham diferente e esquisita. Eis que Case Andrews, cidadão charmoso e popular, aparece morto e tudo aponta para Kya, a miúda do pantanal.

Lembro-me de nalguma resenha alguém ter dito que este livro era "prosa poética" e não vejo melhor forma de descrevê-lo. Eu, que não costumo ter paciência para descrições, vi-me completamente rendida e apaixonada pela escrita. Cada frase transmite profundidade e faz-nos querer viver com a natureza.

Kya é uma personagem incrivelmente complexa e bem escrita. Acompanhamos toda a sua história, desde os 6 anos em que se vê sozinha no mundo, até aos seus 25 anos, uma mulher incrível, acusada de homicídio. Vivemos com ela e as suas descobertas sobre o amor, sobre a sociedade, sobre a natureza, sobre o que é ser mulher... sobre a vida!

Delia Owens soube transmitir com palavras o amor pela natureza, a solidão e o isolamento, o poder da desconfiança, o medo pelo desconhecido, a força para sobreviver... Esperava um romance e ganhei uma lição de vida, com policial e mistério à mistura. Não sei muito mais o que dizer, mas procurem mais resenhas porque vi cada uma melhor que a outra, de pessoas que conseguem exprimir-se melhor que eu. Mas o importante é que leiam.

 Vive ❤
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quinta-feira, 19 de setembro de 2019

Amazónia - James Rollins



Título| Amazónia
Autor| James Rollins
Editor| Bertrand
Páginas| 504
Compre| Aqui


Deveria ter escrito esta resenha no dia em que terminei de ler o livro, porque entretanto acabei por deixar arrastar demasiado tempo, mas a verdade é que, como sempre, não sabia o que escrever (e diz ela que tem um blog), porque esta leitura arrebatou-me.

Foi uma lição para mim, porque saí completamente da minha zona de conforto e, mais uma vez, tive a prova de que vale a pena arriscarmo-nos em coisas diferentes. Não seria um livro escolhido por mim à primeira e confesso que se a capa não fosse tão gira, talvez não lhe tivesse mesmo pegado porque não teria despertado a minha curiosidade para espreitar a sinopse.

Para vocês saberem do que estamos aqui a falar, a história é a seguinte: Uma expedição científica decide explorar o coração da floresta amazónica, mas desaparece sem deixar qualquer rastro. Dentro do grupo tínhamos Gerald Clark, um ex-agente das Forças Especiais, que perdera o braço esquerdo na guerra. Quatro anos se passa, e Gerald reaparece. Saído do meio da selva a arder em febre, morre poucas horas depois sem conseguir explicar o que aconteceu... mas ele entrou com um braço e saiu com dois (wtf??? Foi isto que me fez querer ler). Por isso, uma equipa de cientistas e soldados une-se para ir atrás de respostas e junto vai Nathan Rand, filho do cientista que orientava a expedição e que ele ainda espera encontrar vivo.

Este livro é extraordinariamente gráfico! É impossível ler e não imaginar um filme a decorrer na nossa cabeça, ao estilo "Indiana Jones" ou "A Múmia". É uma aventura envolvente e realista, apesar dos vários elementos "místicos" inseridos. As personagens são muito bem construídas e desenvolvidas e as cenas de ação deixam-nos completamente sem fôlego. A história assenta muito em lendas e mitos que estão diretamente relacionados com a natureza nos tempos antigos.

Aconselho bastante a quem gosta de aventura, biologia no geral, mutações, descobertas de animais extintos, etc. Mesmo que achem que não faz o vosso género, dêem uma oportunidade, porque foi isso que eu fiz e tornou-se um dos favoritos de 2019. Espero que alguém pegue nesta obra e lance um filme incrível, que com certeza vai deixar toda a gente colada às telas.

James Rollins tem bastantes livros deste género, em que o real e as lendas se unem e, por isso, já ando de olho em alguns, nomeadamente a Sexta Extinção, mas este faz parte de uma série e acho que é melhor ler os anteriores. Para quem já gosta do autor, recomendam-me algum?

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quarta-feira, 7 de agosto de 2019

36 Perguntas que me Fizeram Gostar de Ti - Vicky Grant


Título| 36 Perguntas que me Fizeram Gostar de Ti
Autor| Vicky Grant
Editor| Gailivro
Páginas| 264
Compre| Aqui

Já tinha ouvido falar na faculdade sobre o estudo das "36 perguntas" e foi algo que me interessou logo (embora, até hoje, não tenha pesquisado sobre ele e nem saiba quais foram os resultados e conclusões), por isso, quando vi este livro na FNAC saltou-me logo à vista e decidi que precisava de o ler.

Para quem não sabe da história, aqui conhecemos Paul e Hildy que são emparelhados num estudo para responder a 36 perguntas que podem, ou não, levá-los a formar uma relação (amorosa ou de amizade). Eles não têm absolutamente nada a ver um com o outro! Paul é o típico bad boy, aparentemente idiota e sem futuro, que só escolheu participar pelo dinheiro. Já a Hildy é a menina perfeita, boas notas, roupa vintaje, pais com profissões de sucesso). 

O livro começa muito bem, pois vai logo ao início do estudo. Está escrito em forma de diálogo (algo de que normalmente não gosto), o que traz fluidez à história, e agradava-me que fosse sempre assim... mas não. Pelo meio metem muito da vida privada da Hildy, que na verdade é apenas confuso porque parece que não explicam nada direito, mas que também não interessa nada. Os momentos dela em família não acrescentam absolutamente nada à história (pelo menos no meu ponto de vista) e as cenas com os amigos não têm conteúdo (safa-se tudo aquilo que o Max diz, que é super hiper mega engraçado, mas mesmo assim, nada acrescenta). 

Aprendi a gostar da interação do Paul e da Hildy e eram as partes pelas quais eu ansiava (afinal o livro era sobre isso certo?) e acho que se a autora tivesse focado mais nisso o livro seria melhor. Para mim fazia mais sentido o livro passar-se sempre na sala de estudo, eles respondiam às perguntas e víamos muito da interação deles, aprendíamos sobre eles através das respostas dadas... depois disso eles sairíam do estudo, sendo que o resultado daria "errado", pois eles não eram compatíveis e não mostraram interesse um no outro... mas alguns meses depois a Hildy receberia um pedido de amizade no facebook e um convite para tomar café, o que provava que afinal o estudo tinha dado certo.

No entanto, este era o meu pensamento a meio do livro, mas a verdade é que até gostei do final. A partir de meio as cenas mesmo entre os amigos acabam por ter a ver com o Paul e, por isso, ficam interessantes. Achei um pouco instalove, mas já sabíamos disso, afinal é um romance e é suposto eles apaixonarem-se durante um estudo de 36 perguntas, mas gostei muito. Deu-me vontade de pesquisar mais sobre o estudo e talvez responder a algumas das perguntas entre amigos.

É uma leitura leve que recomendo para um dia na praia ou quando precisam de algo para intercalar com leituras mais pesadas. É um livro curto e bem fácil de ler, devido à forma como está escrito. Não é um livro que eu ache que vá reler, mas foi uma leitura que me deixou o coração quentinho no final.

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quinta-feira, 1 de agosto de 2019

A Guardiã da Princesa - Connie Glynn


Título| A Guardiã da Princesa
Série| As Crónicas de Rosewood
Autor| Connie Glynn
Editor| Oficina do Livro
Páginas| 384

Andava com tanta vontade de ler este livro e não me desiludiu. Mas que coisa boa ❤ As edições estão maravilhosas (alguém consegue não se apaixonar por esta capa e pela lombada?), mas o que me fez querer ler foi o comentário na contracapa - "Uma história que mistura o mundo de Hogwarts com o fascínio das princesas Disney" - pois, para mim, foi mais do que isso. 

Aqui conhecemos a fofa da Lottie Pumpkin, uma miúda normal que ganhou uma bolsa de estudo para estudar num dos melhores colégios internos da elite. Ela é super sonhadora e bondosa, tentando sempre inspirar-se na sua princesa favorita, a Cinderela. Também conhecemos a Ellie Wolf, princesa do reino de Maradova, que deseja ter uma vida normal e convence os pais a deixarem-na frequentar a escola anonimamente (visto que ela nunca se apresentou ao público e ninguém sabe como ela é). Por obra do destino, ambas ficam no mesmo quarto e as pessoas pensam que Lottie é a princesa, por isso, decidem manter a mentira para assim proteger a Ellie.

Senti uma vibe dos filmes "Menina Mimada" e "A Princesa e a Aldeã" (versão Demi e Selena) e fiquei super feliz quando percebi que Rosewood lembra realmente Hogwarts. Existem casas (3 no caso), cada uma com uma cor, um mentor, um animal e uma caraterística base. Só me deu vontade de andar num colégio interno (daí as vibes de "Menina Mimada") e queria muito ser amiga delas.

O livro tem cenas cliché? Tem! Mas é tão mais do que isso. Se as teorias que eu tenho se confirmarem, talvez no próximo livro haja um romance LGBTQ, algo que não pensei que seria abordado. É muito bom que esses temas sejam incluídos normalmente em livros em que esse não seja diretamente o tema. Para além disso, reforça lições como a amizade, a liberdade de sermos quem queremos ser, a bondade, a gentileza, o girl power, etc


As personagens são tão maravilhosas que não tem como não gostar. Eu imagino a Lottie como a Dove Cameron e a Ellie como a Sofia Carson ❤ Acho que não poderíamos ter melhor atrizes para estes papéis, juro-vos! Se fizerem uma adaptação tem que ser com elas, se não nunca será perfeito. Elas vivem momentos hilariantes, que me arrancaram tantas gargalhadas que vocês nem imaginam. Ao mesmo tempo têm imensa profundidade e deixaram-me várias vezes coma  lagrimita no canto do olho. São personagens altamente bem construídas!

Editado: Entretanto já li o segundo livro e OMD! Concluisse que é mesmo uma história incrível e que precisam de ler. Decidi acrescentar aqui, porque eu não tenho jeito nenhum para escrever resenhas de continuações. Prefiro ler a série inteira e fazer um post com spoilers sobre a série inteira. Estou muito ansiosa pelo terceiro livro, que pelo que sei já saiu lá fora (ou pelo menos já teve a capa revelada). 

Quero maaaais ❤
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