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quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

O Ódio que Semeias - Angie Thomas


Título| O Ódio que Semeias
Autor| Angie Thomas
Editor| Editorial Presença
Páginas| 352

Já tinha ouvido falar tanto neste livro, que decidi que deste ano não passava e decidi inseri-lo na lista dos 12 livros que eu precisava ler sem falta em 2019. Decidi lê-lo este mês e não poderia estar mais feliz, porque ele superou todas as minhas expectativas. Se estão à procura de um livro juvenil leve, com certeza este não é o livro indicado!
«Tupac disse que Thug Life, “vida bandida”, queria dizer “The Hate U Give Little Infants Fucks Everybody”, ou “o ódio que você passa pra criancinhas fode com todo o mundo”.»

Starr Carter é a nossa protagonista. Desde muito nova, aprendeu com os pais, como uma pessoa negra se deve comportar em frente à polícia: "seja obediente", "não faça movimentos bruscos", "deixe as mãos visíveis", "só fale se te perguntarem algo"... Mas nada a preparava para o que ia acontecer. Na volta de uma festa que não deu muito certo, Starr e o seu amigo Khalil são parados e o que ela espera é que ele também saiba as regras. Um movimento errado, uma suposição, tiros são disparados e Khalil é morto. Ela é a única testemunha e precisa decidir se está na hora de usar a sua voz, para lutar por justiça e fazer o que é certo.

É um livro com uma história pesada, que nos abre os olhos sobre muitos assuntos. Aqui são retratados os vários bairros onde a venda de drogas é algo natural, assim como a separação dos territórios e os seus chefes (King Lords). Percebemos o quanto o racismo ainda é um assunto atual (infelizmente), que se vai vendo nas pequenas coisas; coisas que por vezes nos parecem inofensivas. Mas será que se em vez de uma pessoa negra, se tratasse de um branco, as decisões seriam as mesmas?

É nisto que este livro nos faz pensar: o quanto a cor, a posição social ou até o bairro onde moramos, pode determinar ou não quem somos. E devemos calar-nos perante as injustiças? Devemos apenas aceitar que alguém seja tratado de forma inferior só tendo em conta a cor da sua pele? Starr decidi que não! Que chegou a altura de falar, de lutar e de fazer as pessoas entenderem. Temos aqui uma protagonista extremamente humana, com os seus medos e defeitos, mas uma guerreira e, acima de tudo, uma menina muito genuína e incrível.

Sobre o livro não quero falar muito mais, para não vos estragar a surpresa. Leiam, reflitam, aprendam... O racismo não é algo do passado! Está presente em pleno século XXI e é preciso lutarmos, para que um dia a cor, a raça, a nacionalidade, a etnia, a religião... não sejam assuntos relevantes entre nós.

Livro x Filme

Antes de mais tenho a dizer que eu amo a Amanda Stenberg, a actriz escolhida para protagonizar Starr e, portanto, já previa um filme incrível, mas não sabia que seria tão perfeito assim. Adorei a escolha de todos os actores escolhidos, sendo que foi uma grande surpresa ver KJ Apa (Archie, em Riverdale) como Chris, porque tinha um certo ódio de estimação por este menino, mas adorei o seu trabalho. É também de salientar os papéis de Regina Hall (Lisa Carter, mãe de Starr) e Russel Hornsby (Maverick Carter, pai de Starr). 

Logo no início percebi que a adaptação estava a ser muito fiel ao livro, mas depois tudo mudou. Vão sentir falta de algumas cenas e, até de alguns personagens (Tchau DeVante), mas todas as mudanças feitas fizeram todo o sentido, incluindo aquelas que foram acrescentadas. Se o livro é emocionante, o filme é devastador! Eu senti-me completamente destruída, sendo que já estava a chorar desde os primeiros 15 minutos. Pelo menos de meia em meia hora, tem algo que nos faz encher os olhos de lágrimas e em muitas das cenas foi mesmo preciso um lencinho e até um copo de água. É real, é duro, é cru...

Como eu disse, a Amanda é incrível e voltou a dar provas disso. As emoções que ela transmite são palpáveis. Existe uma cena (não é propriamente um spoiler, podem ler à vontade), em que ela está irritada e começa a esmurrar o tablier do carro e eu juro-vos que é possível sentir o ódio, a raiva e a sensação de impotência que ela sente. Sem dar spoiler, tenho a dizer-vos que as minhas cenas favoritas não aparecem no livro, sendo uma quando a Starr se irrita (não vou falar mais) e o final que é diferente. As mudanças que fizeram em algumas das minhas cenas favoritas também me surpreenderam... Acho que fizeram um trabalho incrível!

Agora trazendo uma péssima notícia: parece que o filme não vai estrear nos cinemas em Portugal. O motivo eu não sei, mas o filme já saiu em tudo quanto é sítio, mas aqui não há notícia, não há publicidade, não há cartaz... Sendo que eu tinha ouvido que ia sair em Fevereiro, mas agora não vejo nada que comprove isso! Se souberem de alguma coisa informem-me por favor!
"Thug Life"
Beijinhos

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Razões para Viver - Matt Haig


Título| Razões para Viver
Autor| Matt Haig
Editor| Porto Editora
Páginas| 264

"Quando se está deprimido, sentimos que estamos sozinhos e que mais ninguém está a passar exatamente por aquilo que nos está a acontecer. Temos tanto medo de que os outros nos achem loucos que acabamos por interiorizar tudo. Temos tanto medo de que as pessoas nos ostracizem ainda mais, que acabamos por nos fechar numa concha. E não falamos sobre o que se passa connosco, o que é uma pena, pois ajuda se falarmos sobre o assunto."


"A depressão é uma doença tão grave que as pessoas estão a matar-se por causa dela, de uma forma sem paralelo a qualquer outra doença. E mesmo assim, as pessoas continuam a achar que a depressão não é assim tão má."

Matt Haig, 43 anos, autor, gente como a gente, viu o seu mundo desabar aos 24 anos, quando soube pela primeira vez o que era a depressão. Durante muito tempo decidiu não falar sobre isso, mas depois percebeu o quanto era importante que o fizesse, para ajudar outras pessoas e, assim, nasceu "Razões para Viver". Este livro é um misto de auto-ajuda, desenvolvimento pessoal e biografia mas, se usualmente não lêem livros destes géneros, acreditem que vale a pena abrir uma exceção.

No instagram, prometi que quando escrevesse a resenha deste livro que abriria o meu coração para vocês e aqui vai ❤ Olá, sou a Jéssica, estudei psicologia (ainda não sou psicóloga porque não terminei o curso) e sofro de ansiedade, pânico, depressão e fobia social. Isto é para vocês perceberem que doença/perturbação mental não é um bicho de sete cabeças e não é tão raro como algumas pessoas pensam. Afeta homens e mulheres, velhos e novos, ricos e pobres, escritores e até psicólogos... Não é algo de que se deve ter vergonha e deve sempre procurar-se ajuda. É preciso desmistificar aquilo a que se chama a doença mental e não achar que quem sofre disso é porque é louco!

O autor não nos traz apenas mais um livro como os outros, onde nos fala de todos os sintomas e lista do que fazer... Ele conta-nos a sua história, fala o que sentiu e, assim, traz para a luz, um dos grandes problemas do séc.XXI, mas de que as pessoas não falam, porque se envergonham. Ao longo do livro relata-nos vários dos episódios de surto, os pensamentos que lhe assolavam a mente (até os mais negros), lista o que o ajudou e ainda nos dá alguns factos e curiosidades. 

Não é um livro, de todo, cansativo! Nós achamos que estamos numa sala, sentados num confortável sofá, quem sabe a beber uma boa chávena de café ou chá e a conversar com Matt Haig, um velho amigo. Não há tabus, não há "paninhos quentes", não há vergonhas e, acima de tudo, não há mentiras.

Sempre convivi de perto com a depressão! Antes de eu mesma a experienciar, já a minha mãe sofria desse mal e desde pequena que tive de aprender a lidar com vários surtos. É difícil compreender quando não é connosco e acho que só a percebi realmente quando o vivi na pele. Gostaria de ter tido oportunidade de ler este livro nessa altura e, por isso, o aconselho tanto. Acho que o grande problema é que não se fala sobre isso e propagam-se ideias erradas. Lembro-me de ser pequena e alguns dos insultos que as crianças achavam piada usar na minha idade era algo do tipo "És maluco, vai internar-te no manicómio!", "Tu moras é no Magalhães Lemos "... Eu morria de vergonha, sendo que, infelizmente, podia-se dizer que o Magalhães Lemos era um amigo chegado, pelas vezes que já lá tinha ido visitar a minha mãe.

Mas as crianças dizem isso porquê? Porque aprendem isso. Porque vêm isso nos filmes. É preciso ensinar as crianças desde pequenas que a saúde mental é tão importante quanto a do corpo e que é bom fazer terapia, mesmo quando achamos que está tudo bem. É preciso ler sobre isso, informar-se... E acima de tudo, se vocês passam por isso, falem sobre isso, sem vergonha, expliquem, ajudem as pessoas a compreender, em vez de criarem um tabu à volta do assunto.

Quero dar um abraço a todas as pessoas que estão a ler isto e têm algum desses problemas ❤ Afastem-se de pessoas e coisas tóxicas e façam o que vos faz bem, mesmo que sejam pequenas coisas. Vejam um pôr-do-sol, ouçam música, escrevam, leiam um livro...

Espero que tenham gostado da resenha, embora não tenha falado assim tanto do livro, mas espero vos ter passado a mensagem de que realmente precisam de o ler 😂 É um livro fantástico e adorei a escrita do autor. Vocês gostavam de um post só com as citações que eu marquei? Foram várias! Digam-me nos comentários...

"Quais são as tuas razões para viver?"
Beijinhos

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Dumplin' - Julie Murphy


Título| Dumplin'
Autor| Julie Murphy

Antes de começar-mos com a resenha quero que percebam uma coisa muito importante: gorda não é um insulto. Gorda é uma palavra como outra qualquer, que se torna um insulto pelas pessoas que o usam ou aceitam como tal. Não há cá gordinha, fofinha ou fortezinha... é gorda. E está tudo bem!

Willowdean Dickson é a nossa protagonista de 16 anos, a quem a sua mãe (ex-miss) chama Dumplin, que seria algo como "bolinho frito". Gorda e com a auto-estima lá em cima, nunca sentiu problemas com o seu corpo ou com a sua vida. Trabalha num restaurante chamado Harpy's Burgers & Dog, com aquele que é o seu crush, o Bo. A sua melhor amiga é a Ellen, com que partilha o amor pela cantora Dolly Parton. A mãe da Dumplin dirige o concurso Miss Jovem Flor do Texas, no qual ela nunca pensou em participar... até agora!

Ela começa a sentir-se insegura com o seu corpo quando Bo mostra que o sentimento é recíproco. A partir de então, surgem sentimentos conflituosos e divergentes na mente de Dumplin. Afinal ela sempre foi alguém que defendeu que cada qual é como é, mas cada vez que Bo lhe toca, ela sente-se receosa e envergonhada. Ela acaba por decididir participar no concurso de miss, afinal não existe nenhuma cláusula que diz que ela não o possa fazer e, várias meninas que também se sentiam de alguma forma inseguras com a sua imagem, acabam por ganhar coragem para participar também.

"Há algo no biquíni que faz com que as mulheres achem que precisam conquistar o direito de usá-lo. E isso é um absurdo. Na verdade, o critério é muito simples: você tem um corpo não tem? Então veste um e manda ver!"

Eu acabei por adorar a Willowdean do fundo do meu coração. Ela sabia que era gorda e não via um problema nisso mas, independentemente de sermos gordos ou magros, todos nós passamos por uma fase de insegurança com o nosso corpo e nunca estamos satisfeitos a 100% com aquilo que deus nos deu. No entanto, em nenhum momento do livro existe aquela típica mudança de imagem para que os outros gostem dela. Ela entende que é algo que precisa aceitar e de se sentir bem consigo mesma.

Este livro foi além das minhas expectativas. Para além de falar de gordofobia, fala sobre outros tipos de bullying. Gostei de ambos os meninos aqui no livro (não posso dar spoilers) e confesso que em muitas cenas fiquei indecisa no meio deste triângulo amoroso. Também fala sobre a amizade e sobre um ponto em específico que eu já tive que ultrapassar: as mudanças e crescimento pessoal, as diferenças e o afastamento. No meio disto tudo, também existe tempo para falar de aceitação por parte dos pais, do medo de falhar, do poder da superioridade e ... drag queens 😂

Livro x Filme
Agora vamos falar sobre a adaptação, que foi o que primeiramente me fez querer ler este livro. Agora que tomei conhecimento de ambos, posso fazer uma breve comparação e dizer-vos o que achei. No filme temos Danielle Macdonald, como Dumplin e Jennifer Aniston como sua mãe.

Confesso que inicialmente torci um bocado o nariz para a Danielle Macdonald, mas acabei por gostar da representação dela. Já a Jennifer Aniston foi incrível tal como eu esperava. Mas quem merece os meus parabéns é a Maddie Baillio, que fez com que a Millie se tornasse a minha personagem favorita no filme.

É bom salientar que existem bastantes diferenças entre o livro e a sua adaptação, que pode agradar a uns e desiludir a outros. Eu acho que me encontro no meio, porque ainda estou a absorver as minhas emoções 😂 Posso já adiantar que quem se queixou do romance no livro, vai adorar o filme, visto que se focaram completamente no concurso e nem sequer existe um triângulo amoroso #chateada

Eu, particularmente, gostava de ter visto mais do romance. Muita coisa acontece no livro, enquanto que no filme temos um pouquinho de história no início e depois só voltamos a isso no final. A desavença entre a Dumplin' e a Ellen também perdeu relevância, sendo tratada de uma forma mais leviana, o que eu não gostei. Para mim foi um dos assuntos importantes do livro, pois é algo muito real e que talvez ajudasse algumas meninas que sentem que se estão a afastar das melhores amigas e não compreendem. Todos já passamos por isso! Também cortaram um dos meus momentos favoritos: a conversa entre a Dumplin´e a Hannah, na festa do pijama em casa da Millie.

Mas nem todas as mudanças são más! Como eu já disse, adorei a Millie e acho que lhe deram mais destaque, sendo que ela representa duas personagens do livro, mas acho que foi melhor assim. A mãe da Dumplin' também estava muito melhor! No livro, ela nunca chega realmente a mostrar as suas emoções, sendo muito fria e "abonecada", já no filme, a maioria das cenas que me fizeram chorar, foi as que ela protagonizou.

Por fim, adorei as drag queens! Para quem não sabe eu sou muito fã de Ru Paul's Drag Race e aparece uma ex-concorrente que eu gostava (não vou dizer qual hahaha vão ter que ver o filme ou pesquisar). Achei tudo lindo e das cenas mais amorosas são com elas, assim como as mais divertidas.

Conclusão final: acho que o livro ganha, mas por pouco, mas acho que o filme vale a pena. Leiam o livro primeiro, mas não deixem de ver a adaptação. E agora apetece-me ouvir as músicas da Dolly Parton, principalmente esta versão da Miley Cyrus.

"Jolene! Jolene! Jolene! Joooooleeeene!"
Beijinhos

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Filhos de Sangue e Osso - Tomi Adeyemi

Título| Filhos de Sangue e Osso
Série| O Legado de Orïsha
Autor| Tomi Adeyemi
Editora| Planeta
Páginas| 480

Segunda leitura do ano, mas eu já coloquei como um dos favoritos, se não "o favorito", de 2019! Um livro que anda nas bocas do mundo, que parece que toda a gente leu e vi muita gente a recebê-lo como prenda de natal 👀 incluindo o meu, que foi prenda do morzinho. Apesar disso, vou confessar, eu estava com as expectativas em baixo. Acontece que eu meio que sou a "ovelha negra dos leitores", entendem? Na maioria das vezes que as pessoas falam muito de um livro e 99% ama, eu estou sempre nos 1% que não gosta (John Green cof cof)... Mas graças aos deuses, não foi isso que aconteceu...


Para quem não conhece a história, Filhos de Sangue e Osso apresenta-nos Orïsha, uma terra onde a magia foi erradicada há 11 anos atrás, pelo rei, que temia esses poderes. A nossa protagonista é a Zélie, uma diviner (diviners são reconhecidos pelo seus cabelos brancos e acabam por se tornar em majis, quando os seus poderes são revelados). Ela carrega um grande ódio no seu coração, pois viu todos os maji, incluindo a sua mãe, serem acorrentados e mortos pelo rei, devido à sua magia. Todos pensam que a magia foi extinta, mas devido a um encontro do destino, Zélie fica a saber que existe uma forma de a trazer de voltar e tudo depende dela.

A partir daqui nós acompanhámos as aventuras, peripécias e confusões desta jornada. Não quero dizer-vos quem são os seus companheiros porque acho que o surpreendente desta história é ir descobrindo essas pequenas coisas. Eu li apenas a sinopse que não nos entrega muito sobre a história e o restante fui lendo e descobrindo, por isso, quero dar-vos também essa oportunidade. Posso só dizer que é um pequeno grupo incrível, que já rivaliza no meu coração, pelo lugar que pertence ao trio "Harry, Ron e Hermione" ❤

Aqui a magia provém dos deuses, envolvendo a mitologia africana. Cada deus concede um tipo de poder diferente, sendo 10 ao todo e, cada um deles, forma um clã de maji diferente. Eu gostei muito da forma como a autora criou o sistema de magia e a sua organização, sendo que no início do livro temos uma espécie de glossários com as explicações dos clãs e dos respetivos deuses e poderes.

É uma história fantástica e com vários plot twist! O mundo foi muito bem criado e as personagens otimamente bem construídas. O facto de se basear na mitologia africana e de todos os personagens serem negros, dá um diferencial que torna tudo ainda mais incrível, dando voz a minorias e trazendo uma crítica social muito forte.

Traz vários outros assuntos muito reais e importantes como as expectativas da família, a escolha sobre quem queremos ser, a amizade e como os amigos podem ser a família que escolhemos, as escolhas difíceis que podem ou não mudar a nossa vida e a dos outros, o amor próprio e o poder de acreditarmos em nós, as aparências e primeiras impressões e o quanto podemos estar errados acerca das pessoas...

Apesar de não querer falar muito sobre os personagens, tenho que mencionar a Amari. A nossa prencesinha que vai crescer tanto e revelar-se uma mulher incrível. É alguém em que se nota o real crescimento ao longo do livro e de quem ficámos imensamente orgulhosos quando ele termina. É uma guerreira e tenho a certeza que ela vai ser ainda mais incrível nos próximos livros.

Os direitos para o cinema já foram adquiridos e eu não poderia estar mais ansiosa. Será o filme com maior percentagem de atores negros até agora, sendo que se estima que 98% do filme, ou até mesmo todo o elenco, será composto por pessoas negras 💪 Já prevejo um elenco foda!

Não posso dizer mais, a não ser que leiam! Juro que vai mudar as vossas vidas! Eu já favoritei, já quero andar com o livro para todo o lado e preciso que a editora lance a continuação, mal ela seja lançada lá fora (que será ainda este ano). Caso já tenham lido e precisem de conversar, porque eu sei que precisam, basta que me chamem nalguma rede social 💙

"Somos todos filhos de sangue e osso"
Beijinhos

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

A Sereia - Kiera Cass


Título| A Sereia
Autor| Kiera Cass
Editora| Marcador
Páginas| 272
Onde comprar| Aqui!

Nunca cheguei a terminar a série A Seleção (até agora tenho só o primeiro livro), mas foi uma leitura que me agradou, por isso, quando ouvi falar sobre A Sereia da mesma autora fiquei muito interessada. Ainda por cima, quem me conhece sabe que, a minha relação com a água é algo muito forte e que me faz bem. Na verdade é com a natureza em geral, então livros do género, com seres míticos, acabam sempre por me interessar.

Aqui conhecemos a história da Kahlen, uma jovem de 19 anos, que durante um naufrágio viu toda a gente, incluindo a sua família, morrer afogada. Ela foi a única que se salvou porque respondeu ao chamado de Oceano, trocando a sua vida por 100 anos de trabalho como sereia. Ela mora então com as suas irmãs sereias Miaka e Elizabeth, isoladas e mudando de casa de tempos em tempos.

O motivo do isolamento é que a voz delas é como veneno, os humanos não podem ouvir a voz delas que correm para o mar para morrerem afogados. Por isso elas precisam ter muito cuidado e não criar laços com ninguém, para que ninguém desconfie do segredo delas.

Já se passaram 80 anos para a Kahlen e ela não está feliz. Ela é a que mais sente culpa pelas mortes que causa com a sua voz, decora cada rosto e mantém álbuns com informações sobre cada uma das vítimas dos naufrágios. Mas aparece alguém que vai abanar os alicerces da sua vida, e não vou falar muito mais sobre esse romance maravilhoso 💗 só para não estragar a experiência.


O que eu mais gostei do livro foi toda a mitologia criada pela autora. Oceano é do sexo feminino e ela não é má. Ela aguenta o máximo de tempo que consegue sem se "alimentar", aproveitando as pessoas que morrem no mar por acidente, mas por vezes, quando nenhum acidente acontece durante bastante tempo, ela precisa que as sereias cantem, para que um barco afunde e ela se possa alimentar.



Com o tempo nós percebemos que existe ali uma personalidade, que Oceano não é apenas um elemento, que tem vontades, desejos e sente culpa. Ela vê as sereias como filhas e é um pouco possessiva, mas ama-as. A única sereia que a vê realmente como mãe e a procura é a Kahlen, por isso a relação que elas têm é muito especial!

Ahhhhhhhhh 😶 eu quero contar tudo e ao mesmo tempo não quero contar nada de nada, porque sinto que cada coisinha que acontece neste livro é maravilhosa. Eu não sabia nada quando comecei a ler e quero que vocês tenham a mesma oportunidade de desfrutar desta experiência. Decidi falar um pouquinho sobre a mitologia para que vocês saibam como é diferente e merece ser lido 💦💙 Mas a parte do romance vou deixar para vocês descobrirem... Só digo que quero um Akinli na minha vida 💋

Obrigada à marcador editora por me ter cedido o livro para resenha.
Beijinhos

sábado, 7 de outubro de 2017

Carry On - Rainbow Rowell


Título| Carry On (A História de Simon Snow)
Autor| Rainbow Rowell
Editora| Saída de Eemergência
Páginas| 397
Comprem| Aqui!

Acabei de ler à 5 minutos e ainda não consegui organizar os sentimentos, mas precisava de escrever. Depositei neste livro as minhas piores esperanças, visto que a Rainbow Rowell ainda não me tinha conseguido agradar com nenhum dos seus livros, e eis que me deparo com uma das maiores surpresas do ano ❤

Para quem nunca ouviu falar sobre Carry On, esta é a história do Simon Snow, sobre o qual Cath, de Fangirl (outra obra da Rainbow Rowell) escrevia a sua fanfiction. Não podemos negar que a história foi inspirada na de Harry Potter, apesar de ser completamente diferente e, por isso, foi difícil inicialmente entrar na história,. Basicamente estamos a ler fanfiction de uma fanfiction que ainda por isso não conhecemos e, como se não bastasse, é como se este fosse o quarto livro de uma série. Mas é-nos dito o essencial e nós criamos relações com aquilo que já conhecemos,...

O Simon é o mago mais poderoso, profetizado, o Escolhido para salvar o mundo do vilão que se alimenta da magia e cria "buracos" onde é impossível os magos viverem. Enquanto não chega o seu momento, ele passe os dias na Escola de Magia de Watford, onde tem a sua namorada ou não namorada Agatha, a sua melhor amiga Penelope e o seu arqui-inimigo Baz.

Não vos quero falar muito mais porque acho que devem ir tal como eu, sem saber o que vos espera. Os personagens são fantásticos, quero a Penny como melhor amiga e o mundo criado é incrível. Adorei o facto de a história ser contada sobre vários pontos de vista, o que nos aproxima de cada um dos personagens e faz com que dê muito mais sentido a tudo o que acontece. 

O amor do Simon e do Baz (não é spoiler) é lindoooo, engraçado e dá-nos vontade de os apertar e esbofetear ao mesmo tempo ahaha quero ser amiga deles. Para mim a música Fix You dos Coldplay faz tanto sentido que agora sempre que a ouvir vai ser impossível não me lembrar deles ❤

Preciso que a Rainbow Rowell escreva mais livros sobre o Simon, quero os livros de antes, quero spin-off, quero tudo... Aliás, conselho para a autora, por favor foco nos young adult de fantasia que assim eu torno-me fã e prometo que leio tudo. Não estou preparada para dizer adeus para este livro. 



"E quando me senti ir demasiado longe, agarrei-me à única coisa de que tenho sempre a certeza... Olhos azuis. Caracóis bronze. O facto de o Simon Snow ser o mais poderoso mágico vivo. De ninguém o poder magoar, nem sequer eu. O facto de o Simon Snow estar vivo. E de eu estar irremediavelmente apaixonado por ele. Sendo que a palavra chave, aqui, é "irremediavelmente". Isso ficou evidente no momento em que percebi que seria eu o mais infeliz se alguma vez conseguisse matar o Snow."




Obrigada à editora Saída de Emergência por me ter cedido o livro para resenha.
Beijinhos

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Ponto sem Retorno - Gabriela Simões


Título| Ponto sem Retorno
Autor| Gabriela Simões
Série| Giselle
Editora| Edições Vieira da Silva
Páginas| 308

Informei-vos aqui que tinha realizado uma parceria com a fofa da Gabriela Simões e hoje trago-vos então a minha opinião da sua primeira obra publicada, Ponto sem Retorno. Confesso que antes de iniciar a leitura pesquisei opiniões e fiquei ainda mais confusa porque encontrei de tudo. Conclui que tem muito a ver com aquilo que cada leitor gosta, se gostam que tenha foco no romance ou no resto da história, e por isso decidi ler sem expectativas, apenas aproveitar a leitura.

Ponto sem Retorno é o primeiro de uma série intitulada Giselle, que é o nome da nossa protagonista. Giselle Levy é uma meia-bruxa que vive isolada com o seu avô, para assim se esconder do rei e não ser queimada na fogueira. Ela rouba para se sustentar a si e ao avô, mas um dia vai longe de mais e é apanhada. Cristian, um dos príncipes, faz-lhe uma proposta que ela não pode recusar: se ela for trabalhar para o palácio, ele não a denuncia como ladra. Assim começa a sua aventura perigosa, pois vivendo no próprio palácio, quais eram as probabilidades de o rei não a descobrir?

Eu não consegui apegar-me a nenhum dos personagens. A Giselle é muito sarcástica e respondona, mas vamos combinar que visto que é suposto ela ser uma rapariga inteligente, ela não devia responder como responde aos príncipes. Como acontece logo um instalove (algo que odiei) óbvio que o príncipe não faz nada, mas eu no lugar do Cristian, logo na primeira vez tinha-lhe cortado a língua. Ela chega mesmo a ser mal educada, quando o príncipe ainda está a dar-lhe uma oportunidade. Para além disso parece uma criança no que diz respeito aos seus sentimentos. Tudo bem que nos é explicado que por ser bruxa as suas emoções são amplificadas e ela fica irritada com mais facilidade, mas minha filha tu deixa de ser parva.
É óbvio que o Cristian mexe com ela desde o início e ela fica lá tipo "ai não, não posso, eu não gosto dele, óbvio que não..." #irritante Como se não bastasse ainda há uma espécie de quadrado amoroso, juntando o outro príncipe, o Eli e o amigo de infância, o Rylan. Espero que a Gabi me surpreenda no final, mas por enquanto parece-me ser aquele típico romance que já sabemos com quem ela vai acabar, por isso nem percebemos o porquê de os outros estarem lá. No entanto, aproveito para dizer que sou Team Rylan, o melhor personagem da história.

Outra coisa que me incomodou no livro todo é que depois de irem para o palácio a Giselle nunca mais passa tempo com o avô. Eles que eram tão próximos deveriam estar juntos todos os dias, mas parece que o apagaram da história e só o colocavam em momentos em que ele era realmente preciso na história. O momento em que isso mais me incomodou foi no dia do aniversário dela. É um dia super importante na vida dela como bruxa, e mesmo que não o fosse é o aniversário dela e ela não esteve com o avô em momento algum desse dia. Para mim isso não trouxe coerência à história.

O que me surpreendeu mais foi no final, porque no resto do livro não aconteceu praticamente nada, exceto encontros com os príncipes. A Gaby fez com que eu tivesse vontade de ler mais no final e de descobrir o que se passa e por isso eu quero ler o próximo livro, no entanto, achei de muita burrice a atitude da Giselle de fazer um feitiço que não conhece, sem falar que pelo que o feitiço diz já dá para ver mais ao menos do que se trata e ela não percebeu  👀
Achei a escrita leve e direta, mas não consegui apegar-me aos personagens. Acabei por dar 3 estrelas porque gostei da premissa e o final deu-me vontade de continuar. E sei que a Gabriela vai com certeza melhorar nos próximos. Merece os parabéns por finalmente ter criado uma história que me deixou com vontade de ler, visto que a maioria dos autores portugueses só escrevem romance, auto-ajuda e por aí. Precisamos de mais fantasia e distopia nacional! 

Para a Gaby: Quero agradecer mais uma vez por me teres contactado para formar esta parceria. Espero que me concedas a oportunidade de ler os restantes e apoio imenso o teu trabalho. Chegar até onde chegaste tão novinha é com certeza fruto de muito trabalho e se assim continuares haverás de crescer muito mais ❤

A fofa da Gaby deu-me ainda a oportunidade de entrevistá-la para que a podessemos conhecer melhor e descobrir alguns segredinhos, como por exemplo, quem ela escolheria no lugar da Giselle: Rylan, Eli ou Cristian? Tem muitas mais pergunta interessantes, por isso é só virem cá espreitar que entretanto serão publicadas.

Beijinhos

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Aristóteles e Dante Descobrem os Segredos do Universo - Benjamin Alire Sáenz


Título| Aristóteles e Dante Descobrem os Segredos do Universo
Autor| Benjamin Alire Sáenz
Editora| Seguinte (Brasil)
Páginas| 392

Comecei e terminei este livro num só dia... e que boa companhia! Faz muito tempo que arrastava a vontade de o querer ler, por conta das expectativas. Toda a gente falava bem e eu tinha muito medo de me desapontar. Foi isso que aconteceu? Não! Deparei-me com um dos melhores livros da minha vida.

Primeiro que na verdade nunca tinha chegado a ler a sinopse e por isso sempre pensei que a história envolvia uma viagem, uma road trip... algo desse género. Sabia sim que um dos temas mais presentes era o relacionamento homossexual e pouco mais sabia. Mas é muito mais do que isso!

Este livro é sobre amizade. Maioritariamente sobre o amor entre amigos e como é difícil deixar-mos que alguém entre no nosso mundo. É sobre relacionamento familiar, sobre auto-descoberta, sobre aceitação... Esta história é uma compilação de "abanões" que nos fazem refletir sobre pequenas coisas da vida, sobre "pequenos segredos do universo", aos quais normalmente não damos importância.

Aristóteles e Dante têm uma relação invejável, e refiro-me à relação de amizade. Ao companheirismo entre eles, ao respeito, à preocupação, à vontade de agradarem um ao outro... Foi simplesmente incrível acompanhar o crescimento deles, a mudança de sentimentos e a dificuldade de os perceber e aceitar.

Dante é um menino incrível. Adorava poder tê-lo como amigo, sem dúvida alguma. É um doce, super sincero, genuíno, bondoso, alegre... Já Ari é o contrário... e eu vi-me tanto nele. Problemas em aceitar que gosta de estar sozinho, mas na verdade não gosta da solidão; não perceber o significado da sua existência mas não querer perder tempo a pensar nisso; não gostar de falar sobre o que sente mas desabar sobre a confusão que vai lhe na alma, na mente e no coração... Acho que nunca encontrei outro personagem no qual me refletisse tanto.

Todos os personagens são fantásticos. Acompanhamos duas famílias bastante diferentes, mas ambas perfeitas à sua maneira. Quem disse que os pais têm que ser chatos? Que não podem compreender os filhos? Durante todo o livro eu adorei os 4 pais que aqui aparecem, mas os últimos capítulos fizeram com que os admirasse ainda mais. Este livro marcou-me de maneiras que nunca pensei serem possíveis e sem dúvida que recomendo a qualquer um. Aristóteles e Dante descobriram o segredo da felicidade e partilharam-no comigo!

Beijinhos

domingo, 2 de julho de 2017

Romeu e Julieta - William Shakespeare

Título| Romeu e Julieta
Autor| William Shakespeare
Coleção| Os Livros Estão Loucos
Editora| Guerra e Paz
Páginas| 152

Recebi agora mesmo da editora Guerra e Paz, o livro Romeu e Julieta da coleção Os Livros Estão Loucos e já o terminei ahahaha Para quem não sabe, esta coleção pretende trazer clássicos da literatura mas de uma maneira muito diferente e original. A linguagem é mais coloquial, tem imensas imagens, letras que saltam à vista... É uma loucura! (Aqui na wook podem ver um bocadinho do livro por dentro). E já conta com três livros: Romeu e Julieta, Alice no País das Maravilhas e Robinson Crusoé.

Tenho a confessar que nunca li nada de William Shakespeare, embora sempre tenha tudo muita curiosidade. Mas conheço minimamente, assim como a maioria das pessoas, o amor trágico de Romeu e Julieta. Quando soube desta edição maravilhosa decidi que queria ler e ter um exemplar deste clássico na estante, para além de aprender detalhes da história que ainda não sabia.

Não me desiludi! Neste livro temos a presença da Vera e da Beatriz, sendo que a primeira é quem conta a história do Romeu e Julieta. É bastante engraçado sentir-mos que a história está a ser-nos contada também e ainda ler os comentários que as duas meninas vão fazendo.

A história é contada de forma leve, mas pelo que pesquisei, os factos mantêm-se bem fieis ao original. É uma ideia ótima para introduzir a leitura de clássicos aos mais jovens, até porque qualquer um tem vontade de folhear este livro super divertido.

Fiquei com muita vontade de ler também desta coleção, Alice no País das Maravilhas, pois essa história eu já tive o (des)prazer de ler na íntegra, mas penso que iria adorar ler deste modo tão diferente. Não deixem de passar numa livraria e folhear um destes livros para entenderem o meu fascínio por estas edições.

Mais uma vez os meus parabéns à editora Guerra e Paz por esta iniciativa e muito obrigada por me terem cedido um exemplar.
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segunda-feira, 26 de junho de 2017

Nascidos nas Brumas (Mistborn) - Brandon Sanderson

Terminei à 5 minutos atrás O Herói das Eras e sei que tenho que fazer falar sobre esta série agora, enquanto estes sentimentos me assolam, porque mais tarde não serei capaz de falar mais sobre isto. As emoções são muito fortes, por isso após escrever esta resenha sei que vou guardar todos estes sentimentos numa caixinha e que não poderei pensar tantas vezes nela, se não vou entrar em ressaca literária.
Para quem não sabe nada sobre a história de Mistborn - Nascidos nas Brumas, eu deixo aqui a resenha do primeiro livro. Aviso que esta série precisa de paciência, pelo menos inicialmente, por ser um mundo tão complexo. Demora até percebermos como funciona, mas é espectacular. Se puder ser, recomendo-vos a lerem da mesma forma que eu li: leiam o primeiro e deixem passar algum tempo. Releiam o primeiro e leiam o segundo e terceiro logo de seguida. Foi assim a minha experiência e foi maravilhosa.

Penso que o facto de estar a sofrer tanto com este final não é só porque a história é de facto incrível e terminou. Mas porque como li todos os livros seguidos, eu realmente fiz amizade com os personagens e não sei como dizer adeus. Brandon Sanderson criou personagens reais e muito bem construídos. Durante uma discussão ou diálogo, é-nos possível distinguir quem fala, mesmo que não seja mencionado, porque a personalidade dos personagens é  "distinguível". 
Realmente não sei o que pensar sobre todo isto! O autor fez-me sentir burra! A história estava sempre um passo à frente do que aquilo que eu pensava que estava. Tudo se encaixa, tudo faz sentido, tudo se completa. As pontas soltas são unidas, os problemas e teorias explicados... Este final é doloroso, pela perda de tantos personagens, mas tão incrível <3 

Como vêm eu não falei em nada da história, mas precisava desabafar e tirar estes pensamentos de dentro de mim. Uma das melhores séries que li na minha vida e peço a todos que amam fantasia, e não só mas principalmente, para lerem, porque vai ser algo que vai mudar a vossa vida.

Este livro traz-nos reflexão sobre o mundo, sobre o poder, sobre a sociedade, sobre religião, crenças e fê. Sobre o amor, a amizade, a família. Sobre o que é realmente ser corajoso, ser crente, ser fiel. Esta série fez-me refletir sobre tanta coisa e sob tantas formas que de agora em diante já sei o que responder quando me perguntarem por um livro influenciador. 

Apenas leiam ❤
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terça-feira, 29 de novembro de 2016

As Trevas de Baltar - Henrique Anders


Título| As Trevas de Baltar
Autor| Henrique Anders
Editora| Épica
Páginas| 256

Olá meus amores! Sei que tenho andado desaparecida, mas estou na época de frequências e agora trabalho em part-time, o que é ótimo, mas fico mesmo sem tempo disponível. No entanto, hoje trago-vos uma resenha muito especial, porque é de um livro que me foi cedido pelo autor (tinha-vos falado sobre a parceria aqui). Mais uma vez agradeço muito ao Henrique Anders por me ter contactado, ser super simpático nos e-mails e me colocar super à vontade para dar a minha opinião sincera.Vamos lá!

Este livro traz-nos um mundo dominado por um soberano que se tornou um demónio imortal, a quem chamam de Baltar. O mundo está sem esperança, mas então nasce Dutsan, um menino que imana uma luz especial, e assim, com a sua família, esconde-se junto dos canimatas, uma raça que há muito não mantem contacto com os humanos. 

Apenas quero contar-vos isto porque quero que partem para a história tal como eu, sem saber absolutamente nada, e que aos pouquinhos vão descobrindo as coisas e deliciando-se. Conforme a leitura eu ia criando teorias e mais teorias, e cada uma delas ia sendo desfeita. Não vou dizer que não consegui antecipar o final, porque consegui, devido a um outro livro que eu tinha lido e em que aconteceu algo parecido (não refiro o nome porque caso tenham lido esse mesmo livro então já percebem qual é o final deste também) e confesso que fiquei desiludida.

Os personagens vão nos conquistando ao longo das páginas! Baltar despertou um sentimento muito forte em mim, cheguei a fazer algumas comparações na minha cabeça entre ele e o Monstro da Bela e do Monstro, daí o final me ter desiludido bastante. Eu teria desenvolvido o final de uma maneira diferente, pois depois de uma grande demanda senti que o derradeiro fim foi algo abrupto.

Acho que o autor também poderia ter explorado um bocadinho mais o mundo que ele próprio criou, assim como os poderes do Dutsan que não são assim tão mencionados e eu, como amante de magia, queria mais, muito mais. Apesar de pessoalmente não gostar deste personagem, pronto falei

Apesar dos pontos negativos, foi um livro que gostei bastante (exceto o final), achei a escrita leve e rápida na medida certa, o que nos faz querer ler só mais um capítulo ahahaha Para além disso tem ilustrações maravilhosas e muito necessárias, visto que nos mostra algumas das criaturas criadas pelo autor e assim temos a ideia certa daquilo que ele pretendeu criar.

Aconselho bastante e quero ler mais obras do Henrique Anders além de que será um prazer poder manter contacto porque é sem dúvida uma pessoa fantástica e amorosa. Obrigada mais uma vez! ❤

Beijinhos