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quinta-feira, 3 de outubro de 2019

Daugther of Smoke and Bones - Laini Taylor


Não queria despedir-me desta história, mas tenho de o fazer. Li os três livros em menos de uma semana e é-me impossível largar estes personagens e esta história. Para ser sincera... terminei o último livro há mais ao menos 5 minutos e senti que tinha que escrever, no entanto, não me é possível fazer uma resenha correta e linear, pois tudo o que tenho dentro de mim são sentimentos conturbados.

Começo por salientar que é triste que cá em portugal esta história não tenha o devido reconhecimento, talvez devido à tradução dos títulos, o que faz com que muita gente não saiba que se trata da aclamada trilogia "Daugther of Smoke and Bones (Feita de Fumaça e Osso, no  Brasil), mas, no que depender de mim, mais pessoas terão conhecimento dela.

Laini Taylor criou um mundo incrível, bem estruturado, que embora se trate de fantasia revela tanto sobre o mundo em que hoje vivemos: opressão às minorias e ao que é diferente, preconceito ao desconhecido, futilidades baseadas em aspeto físico... As personagens são todas bem desenvolvidas e com personalidades muito fortes. São seres que acreditamos que, talvez, numa realidade paralela, ou, tal como é referido, noutras camadas do universo, sejam reais.

Comecei esta trilogia sem expectatitvas e confesso que não me prendeu de logo início. Eu, que preciso sempre de um pouquinho de romance para me ver presa à história, achei que se tratava de um instalove, que me fez torcer o nariz, mas que se mostrou ser muito mais que isso. Akiva e Karou são duas almas gémeas, no verdadeiro sentido da expressão e não me refiro a algo feito ou construído, mas algo que se nota, que se percebe e que se vê desabrochar. 

Adorei as quimeras e sem dúvida que as minhas favoritas foram o Ziri e a Issa. O que o meu coração sofreu pelo Ziri, mas ainda bem que teve um final digno e feliz e não posso dizer que não torci por aquele romance. No que diz respeito aos anjos, claro que a Liraz é uma força da natureza, o verdadeiro significado de girl power, mas, por vezes, tão vazia que só dava vontade de abraçar e mostrar-lhe o que o mundo era mais que guerra e morte e como podia ser a felicidade. Mas todo o meu amor vai para a Zuzana, neck-neck lindo da minha vida, bailarina de metro e meia que mostra que a força está totalmente na personalidade. O que eu me ri com ela e com o Mik. Para mim são o grande casal desta história e se já não tivesse um amor como eles (momento para "ooowwwnnn") era agora que o desejaria.

O final deste enredo ficou um pouco confuso para mim e, se pudesse escolher, não colocaria tanto sofrimento para os nossos protagonistas, porque para mim é um meio final feliz, mas percebo as decisões da autora e tudo o que foi decidido só engrandeceu a narrativa. Finalmente posso dizer que li um bom livro com anjos e que na verdade se tornou um favorito. Recomendo mais que tudo e, caso já tenham lido, por favor falem comigo.

"Alguns e depois mais" ❤
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sábado, 15 de junho de 2019

[Vejo e Recomendo] - Hilda


Qual é a série?
Hilda.



Atualmente está em que temporada?
Conta com uma temporada de 13 episódios, mas já foi confirmada uma segunda temporada, prevista para 2020.

Média de duração dos episódios?
Todos os episódios têm 24 minutos.

Fala de quê?
Hilda é uma animação britânica-canadense, baseada numa série de romance gráfico de mesmo nome, criada por Luke Pearson. A série conta a história da aventureira Hilda, uma menina de cabelos azuis que com o seu raposa-veado, chamado Twig, viajam da sua casa, num vasto deserto mágico cheio de elfos e gigantes, para a agitada cidade de Trolberg, onde ela encontra novos amigos e criaturas misteriosas.

Porque começaste a ver a série?
Comecei a ver imensa gente a falar sobre os livros, lançados pela Porto Editora e soube que eram inspirados numa série da Netflix. Amo animação, por isso, decidi ir ver um episódio e fiquei logo apaixonada.
 
Recomendas para quem gosta de...?
animação e, sem dúvida, para todas as crianças.
 
Personagem preferido e por quê...
Adoro a Hilda, sempre aventureira, que nos transmite imensa lições e nos relembra que os prazeres da vida estão nas pequenas coisas. Quem dá voz à personagem é a Bella Ramsay, que fazia de Lyanna Mormount em Game of Thrones

O que mais gostas na série?
Gosto do facto de ser uma animação com pés e cabeça. Os personagens são curiosos, têm os seus problemas mas há sempre uma lição a aprender, já para não falar que o traço e as cores são lindas.

Onde ver?
Netflix.

Trailer:


Vejo e recomendo é uma tag do blog onde falo sobre uma série e dou razões para assistirem. Foi inspirada numa tag do Hey, é a Laysa.

segunda-feira, 13 de maio de 2019

[Conversas Literárias] - Game of Thrones (S08E05)

Oi meus anjos!
Hoje o post é só para quem viu o último episódio de Game of Thrones, tá? Não só porque tem spoilers, mas porque eu vou desabafar e mencionar as cenas de que não gostei, sem as descrever, ou seja, se não viram, é provável que não entendam ao que me refiro.


Sem grandes delongas, vamos começar pela nossa Rainha dos Dragões. Imensa gente está chateada com o que "fizeram com a personagem". Dizem que não faz sentido ela revelar-se doida e tirana, apenas num único episódio. Então... vem cá meu amor, senta aqui, vamos conversar... Vocês têm visto a mesma série que eu?! A Daenerys sempre foi assim, nós só não ligávamos porque ela queimava gente com a qual nós não nos importávamos. Ela queimou as mulheres viúvas Dothraki, ela foi fazer uma troca pelos Imaculados e, apesar de o outro lá ser um besta e a ter insultado porque achava que ela não entendia a língua, a intenção dela já era roubar o exército e matar os mestres... Ela matou todos aqueles que se recusaram a dobrar o joelho... incluindo a família do Sam. E o pior é que ela avisou, nós é que não prestamos atenção!


Além disso ela foi perdendo pessoas que lhe eram importantes e isso fez ela perder-se. Sempre ouvi dizer que "quando perdemos alguém que amamos, perdemos um pouco de nós". Ela perdeu o marido que aprendeu a amar, perdeu o filho, perdeu um dragão, perdeu o Sir Joran, perdeu outro dragão, perdeu a Missandei... Foi traída pelo Jon (que era suposto guardar segredo), traída pelos seus conselheiros e, na cabeça dela, traída pelo povo que ela lutava para libertar, porque ela começa a entender que se eles tivessem escolha, escolheriam o Jon Snow para rei em detrimento dela. Então não digam que foi de repente, porque os sinais estavam lá. 

Isto não quer dizer que eu, pessoalmente, goste do que aconteceu e naquilo que ela se tornou... Muito pelo contrário! Ela era das minhas personagens favoritas! Para mim era um exemplo de mulher guerreira, basta ver de onde ela veio, como tudo começou, ela a ser vendida como uma égua pelo próprio irmão, que abusava física e psicologicamente dela, e até onde ela conseguiu chegar... Mas pronto! Agora acho seriamente que o Jon a vai matar e assim cumprir a profecia, ou então vai ser a Arya... mas isso já são teorias minhas.

E por falar na Arya... aqui sim cagaram na personalidade da personagem! Nunca na vida ela desistiria de ir matar a Cersei, estando tão próxima e só porque o Cão disse que se ela fosse ela ia morrer. Fodasse! Ela lá queria saber disso... Ela vive obcecada com aquela lista à anos e a Cersei sempre esteve no topo e ela fazia questão de dizer que não lhe bastava que ela fosse morte, ela queria mesmo matá-la... Ela faz aquela viagem toda e depois chega lá e "Pois, se calhar tens razão, sou capaz de morrer e tal. Eu matei o Night King e sempre quis matar a Cersei mas... é, se calhar deixa lá!". What? No No Nooooo!!! Esta não é a Arya que conhecemos e recuso-me a aceitar que de acordo com a personalidade dela, seria uma decisão que ela realmente tivesse tomado. Ela foi lá só sujar a roupa e ainda é salva pelo "uber horse", que apareceu sabe-se lá de onde!


E vamos falar na Cersei claro! A sério que acharam que aquilo seria um final digno da personagem? Ela foi a que mais soube jogar àquilo a que chamamos "Game of Thrones". Ela viu os filhos morrer, ela passou por tanto emocionalmente (#shame), ela achou que tinha perdido o Jaime... para no fim morrer a chorar, com uns tijolos em cima. Primeiro que embora qualquer pessoa entrasse em desespero numa situação daquelas, aquelas lágrimas e desabamento emocional não fazem parte do caráter dela. E realmente, o Cão esteve ao lado dela, e ela passa de fininho como quem não quer a coisa e xau, para depois morrer daquela maneira... Que também não percebi a ideia do Cão a deixar passar... Ok que o foco dele era outro, mas tipo, tens a fucking queen aí a passar do teu lado meu filho! 

Eu esperava que a Daenerys aparecesse na torre onde ela estava e lhe dissesse para ela se render, aí ela diria alguma coisa muito foda e bebia do copo de vinho calmamente, aí a Daenerys faria o que sempre faz:

Enfim! É isto! É claro que teve muito mais cenas marcantes durante este episódio, mas o que eu queria realmente era mostrar a minha indignação com o final que deram às personagens femininas e fortes desta série! Não é mimimi e vai para além do feminismo, porque como eu expliquei acima, vai para além disso, vai com o facto de que as últimas escolhas que fizeram não foram condizentes com a sua personalidade ou então não foram mortes dignas.

E vocês o que acharam? Têm opiniões contrárias às minhas? Vamos debater 😃 Vamos aproveitar e criar teorias para o próximo e último episódio!

Dracarys 🔥
Beijinhos

sexta-feira, 10 de maio de 2019

Série A Corte - Sarah J. Maas

Decidi escrever este post num dia em que estava inspirada e escrevi um monte de resenhas. A verdade é que esta tornou-se uma das minhas séries favoritas da vida e era inadmissível ainda não ter falado dela aqui no blog. O meu problema, e vocês sabem porque já vos falei disso, é que quanto mais gosto de um livro mais difícil é para mim descrever aquilo que senti durante a leitura. Apesar de ser mais fácil para mim escrever do que falar, nem assim consigo descrever a 100% as minhas emoções e explicar-vos o que o livro me transmitiu. Mas decidi pelo menos falar da história num post com resenha geral! Já antes fiz outros do género, como por exemplo aqui da Academia de Vampiros, e quero lembrar que poderá conter spoilers. Como vou falar de todos os livros, vou falar abertamente, então se ainda não tiveram o prazer de ler esta história, saiam daqui!
A nossa protagonista é a Feyre, uma rapariga que vive para a família. Desde que a mãe morreu, ela caça para alimentar o seu pai e as suas duas irmãs, que na cabeça deles ainda vivem nos luxos de outrora, quando o pai ainda era rico. Neste mundo, temos os humanos e os feéricos e um dia, enquanto caçava, Feyre mata um lobo feérico despertando a ira de Tamlin. Este é um Grão-Feérico que vive em Prythian (terra dos feéricos para lá da muralha), que como punição leve Feyre para o seu reino.

Eu fiquei completamente rendida a todos os personagens! Adorei o Lucien super sarcástico, vivi para o Tamlin e amei odiar a Amarantha. Ganhei ainda um ódiozinho de estimação pelo Rhysand, sendo que não percebia o que ele fazia para humilhar a Feyre. Mas voltando à Amarantha, uma das melhores vilãs de sempre! Ela era realmente maquiavélica, segura de si, direta e mesmo má. Adorei!
No primeiro livro existe uma analogia com o conto de A Bela e o Monstro, mas a autora tinha algo mais pensado que surpreendeu a todos. Em Corte de Espinhos e Rosas nós somos completamente arrebatados pelo Tamlin, achamos ele um cavalheiro, morremos de amores, apoiamos o casal... ainda mais depois daquele final desorientador mas... era um relacionamento abusivo. A Sarah J. Maas fez de propósito para que não notássemos! E ele estava lá, escondido por camadas do aparente carinho, amor e proteção, mas no segundo volume percebemos o quanto o Tamlin é possessivo, dominador e abusivo.

Isto serve para nos mostrar como é difícil para alguém que está na relação por vezes perceber que está num relacionamento abusivo e, por vezes, até para as pessoas que estão de fora, porque acham que é amor, que a pessoa está apenas a ser super protetora. Isto livro é maravilhoso, mas quando percebemos que nos apaixonamos pelo Tamlin e o tipo de pessoa que ele é, sendo que tudo esteve às claras o tempo todo, é um tiro. Esta mulher é foda!
O segundo livro é a melhor coisa que foi deitada a este mundo! É quando são feitas todas as revelações, quando levamos um tapa e percebemos tudo aquilo que já vinha sendo construído no livro anterior. Capítulo 55 💙 quem leu vai entender! Para quem não sabe, Corte de Névoa e Fúria também tem uma analogia, mas desta vez com o conto de Hades e Perséfone. 

Quem não conhece a história, google it e percebam como é maravilhoso e como a Sarah J. Maas é realmente poderosa e incrível! Este livro fez com que toda a gente se apaixonasse pelo Rhysand e eu não poderia ser diferente. Eu vivo para este homem e, para mim, ninguém poderá representá-lo a não ser o meu Ian Somerhalder.
Mas como se não bastasse, eu acho que ganhei um crush em todas as pessoas maravilhosas daquele grupinho. O Cassian é super engraçado, o Azriel é sexy e a Amren e a Mor são simplesmente a encarnação do girl power. Já para não falar de Velarys, que é o sítio mais lindo de sempre! Muita gente compara-a a Veneza e agora eu quero visitar esta cidade ainda mais.

Mais uma vez, eu já nem sei mais o que dizer. Este segundo livro marcou-me de uma forma insdiscritível, sendo que o capítulo 55 foi para mim uma morte e uma salvação. Eu não sabia que precisava daquele capítulo até já não ser a mesma depois dele. Como tudo se encaixa, como a autora nos mostra que tudo teve uma explicação, um sentido... e é tudo lindo!
No que diz respeito ao terceiro livro, serviu para intensificar ainda mais os meus sentimentos em relação a tudo, desde os lugares ao personagens. O meu coração partiu-se quando o Rhysand morre e voltou a juntar-se quando ele regressa (sendo que, confesso, que já tinha essa teoria, mas doeu na mesma). Fiquei chateada pela história não ter sido fechada em condições, principalmente para os casais como o Cassian e a Nesta. Sei que há spin-offs, mas a menos que eles estejam amanhã aqui na minha mesa, então não me é suficiente.

Tenho uma imensa pena que nenhuma editora tenha pego nesta trilogia, e penso que tenha sido um erro tremendo. Não sei até que ponto lhes compensaria lançar agora, visto que já passou imenso tempo e a maioria das pessoas leu em inglês, mas foi uma oportunidade desperdiçada. Espero um dia ir ao Brasil e poder trazer o box maravilhoso, para reler e marcar todas as citações e partes favoritas 💛

Tenho apenas a dizer-vos que se nunca leram, dêem uma oportunidade e se já conhecem a autora sabem o quanto ela escreve bem. Eu até agora ainda não consegui terminar Trono de Vidro, porque estava à espera que lançassem em Portugal, mas mais uma vez, desistiram após dois livros lançados. Mas eu realmente amo esta autora!

Vocês já leram
Beijinhos