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terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Quando o Cuco Chama - Robert Galbraith (J. K. Rowling)


Título| Quando o Cuco Chama
Autor| Robert Galbraitj (J. K. Rowling)
Editora| Editorial Presença
Páginas| 496

Já faz muito muito tempo que eu li este livro, mas eu na altura tive preguiça de fazer resenha hehehehe Então qual o motivo de eu vir agora fazer? É que foi lançada a continuação - O Bicho da Seda - que eu com certeza vou querer ler e resenhar aqui, mas acontece que eu não gosto de fazer renhas de continuações se não tiver feito do primeiro livro, e por isso cá estou eu.

Desde que foi lançado Uma Morte Súbita, eu decidi que tinha de ler mais qualquer coisa da rainha toda poderosa J. K. Rowling, mas este livro não conseguiu de todo captar a minha atenção nem vontade e por isso eu ia adiando, até que explode a notícia de que Robert Galbraith era na verdade a J. K. e que já antes de isso se saber, era um livro super bem comentado. Então eu decidi que tinha chegado a hora, e apesar de não ser muito apegada a policiais, dei o benefício da dúvida, afinal se J. K. conseguisse me convencer com um livro que de todo não ia de encontro aos meus gostos literários, então teria a prova de que ela era fenomenal e... foi o que aconteceu <3

Quando o Cuco Chama conta-nos a história de Cormoran Strike, um detetive privado, que após uma discussão que levou ao término do seu namoro, se vê a dormir no seu próprio escritório, com dores na perna que atormentam o seu sono e com falta de trabalho. Eis que chega uma nova assistente, Robin, que ele definitivamente não tinha pedido, e com ela uma onda de sorte e um novo caso para ser desvendado. Lula Landry, uma jovem modelo é encontrada morta por baixo da sua varanda e tudo indica que tenha sido suicídio e ela tenha saltado de espontânea e livre vontade, mas o seu irmão não se conforma e é aí que é procurada a ajuda de Cormoran para desvendar o caso. 

Este é um daqueles livros que nos faz virar a página pela curiosidade que temos em saber o que realmente aconteceu. Rowling faz-nos conspirar e criar teorias, para logo depois ela parecerem completamente improváveis e descabidas e logo à frente voltarem a parecer possíveis. Posso dizer que logo no início eu descobri quem era o assassino, mas a autora ao longo do enredo fez com que eu achasse que estava errada, e que era algo demasiado rebuscado ou sem sentido, para no fim ser o que eu pensava, só que de uma maneira um pouco diferente (?!).

Mas nem tudo foram mares de rosas! Apesar da minha curiosidade para conseguir desvendar o caso, o que me fez avançar rapidamente na leitura, por vezes achei as descrições demasiado desenvolvidas. Lembro-me de uma passagem que era mais ao menos assim: «E ele deitou fora o cigarro, vendo a ponta laranja forte ser levada pelo vento e cair calmamente numa poça de água deixada pela chuva da noite anterior»... Completamente desnecessário isso! Se calhar ela já era demasiado descritiva em Harry Potter, mas como era tudo uma novidade e um mundo diferente, eu nem reparei nisso, avidamente curiosa por tudo o que descrevesse aqueles lugares maravilhosos e mágicos, mas como esta história é mais real e nós conhecemos a "realidade", é inútil  pormenores como aqueles do cigarro. 

Mas no geral foi um livro de que eu gostei e que, não sendo eu fã de policiais, nunca pensei gostar tanto. Dando agora um pouquinho de atenção aos personagens, acabei por simpatizar realmente com Cormoran, talvez porque devido aos seus problemas físicos (problema na perna devido a um acidente no Iraque) o tornavam mais limitado e humano e não alguém super inteligente e perfeito que vê coisas que nós não vemos. Ao longo da narrativa nunca nos são apresentados os pensamentos e opiniões do detetive sobre as pistas encontradas, mas no fim a maneira de pensar dele é explicada e não é nada rebuscado e sobrenatural entendem? Ele apenas estava mais atento do que nós. Outra personagem que eu simpatizei, na verdade eu adorei, foi Robin a assistente, que sempre teve o sonho de ser detetive e acaba por ajudar no caso. Ela é tão engraçada e perspicaz, que me foi impossível agora ao escrever a resenha, não compará-la com a Felicity do Arrow (quem é fã entende). Simplesmente adorável!

É um livro que aconselho, no entanto, como nunca li nenhum policial antes, não tenho outro elemento de comparação, então não sei se, por exemplo, fãs de Agatha Christie poderão adorar ou ficar desiludidos. Só mesmo lendo e tirando as próprias conclusões, e caso haja por aí algum expert em policiais que tenha lido este livro, gostava que me disse o que achou. Voltarei com a resenha do segundo livro ;)
Beijinhos